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Tentando se firmar na Infraestrutura, Cunha esbarra na sombra do pai de JHC

por | 21 jan, 2025

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Foto: Secom Maceió

Enquanto o ex-deputado João Caldas, pai do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), o JHC, é uma espécie de “sombra” em áreas estratégicas da administração maceioense, o vice-prefeito Rodrigo Cunha (Podemos) tem que adotar estratégias para exercer suas funções, principalmente como secretário municipal de Infraestrutura, e fortalecer sua posição dentro da gestão municipal.

É nessa condição, de secretário de infraestrutura, que o vice-prefeito tem visitado canteiros de obras na cidade, para conhecer os projetos em andamento e estabelecer os primeiros contatos com diretores de empresas e responsáveis técnicos.

Mas, como é comentado entre os próprios aliados, Rodrigo Cunha tem se deparado com operadores técnicos que, embora atuem na secretaria, estão ligados diretamente ao ex-deputado João Caldas. Esses profissionais seriam uma espécie de subsecretários informais, reforçando a influência do ex-deputado nas decisões estratégicas da gestão.

Foto: Secom Maceió

Os próprios aliados de JHC reclamam que a gestão de Maceió é compartilhada entre o prefeito e seu pai, João Caldas. O ex-deputado mantém aliados estrategicamente posicionados em secretarias com maior capacidade operacional e controle orçamentário.

Os fundos constitucionais, desde o início da administração, têm sido apontados como foco de interesse político, refletindo o peso dessas áreas na articulação de poder dentro da prefeitura.

Diante deste cenário, Rodrigo Cunha enfrenta o desafio de ter autonomia para assumir efetivamente o controle da secretaria para a qual foi nomeado, ou aceitar a influência do pai do prefeito JHC, na gestão municipal. Esse dilema, no entanto, pode se transformar em uma oportunidade de alinhamento, se Cunha decidir compartilhar seus interesses políticos com João Caldas.

O problema é que os técnicos indicados pelo pai do prefeito não têm demonstrado a eficiência esperada nas missões para as quais foram designados. São vários os questionamentos sobre a operacionalidade e a real contribuição dos escolhidos para o desempenho da gestão municipal.

A realidade é que algumas obras estão atrasadas há mais de doze meses, o que reforça as críticas à condução técnica e administrativa desses investimentos.

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