O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, respondeu “sei lá” ao ser questionado sobre a possibilidade de uma nova articulação para tentar romper a ordem institucional em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha. O jornalista Paulo Germano perguntou a Valdemar se um planejamento semelhante ao investigado após as eleições de 2022 poderia voltar a ocorrer caso Flávio chegasse à Presidência.
Antes, Valdemar havia reconhecido que existiu um planejamento relacionado à tentativa de impedir a posse do presidente eleito em 2022.
“Mas não tenha dúvida. Quantos planejamentos você não faz e vê depois que tá errado e você para no meio da ação?”, afirmou.
Na sequência, ao ser questionado sobre a possibilidade de repetição da articulação, o dirigente respondeu:
“Sei lá, pode haver planejamento, isso não existe.”
Logo depois, Valdemar afirmou que não acredita que uma nova tentativa aconteceria e citou as consequências enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Olha o que o Bolsonaro está pagando. Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, declarou.
O episódio ocorre em meio à campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência e às investigações que apuraram uma tentativa de ruptura institucional após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
Valdemar também esteve entre os alvos da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro de 2024 para investigar uma organização suspeita de atuar em uma tentativa de golpe. Na ocasião, ele foi preso em flagrante após a PF encontrar em sua residência uma arma com registro vencido.
Outro episódio envolvendo o PL ocorreu após as eleições de 2022, quando o partido questionou a validade de votos registrados em determinados modelos de urnas eletrônicas. O Tribunal Superior Eleitoral aplicou multa de R$ 22,9 milhões à legenda por litigância de má-fé.
A entrevista de Valdemar repercute justamente pela resposta inicial sobre a possibilidade de um novo planejamento, seguida pela afirmação de que não acredita que uma tentativa desse tipo voltaria a ocorrer.







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