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Mais duas ruas de Bebedouro terão vigilância do 4º BPM

por | 16 ago, 2023

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Moradores dos Flexais foram duramente atingidos pela mineração da Braskem

As ruas Tobias Barreto e Faustino Silveira, no bairro de Bebedouro, em Maceió, foram incluídas no plano de vigilância do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM). A inclusão atende requisição do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e da Defensoria Pública da União (DPU), que agiram em favor dos moradores que sofrem com a falta de segurança pública e o aumento nos casos de assaltos na região.

Com o afundamento do solo em boa parte da capital alagoana, resultado da exploração de sal-gema pela multinacional Braskem, milhares de residência foram derrubadas, provocando o ilhamento da área do Flexal de Cima e do Flexal de Baixo.

Considerada a maior petroquímica das Américas, a Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht e pela Petrobras, é responsável pela destruição dos bairros de Pinheiro, Mutange e Bebedouro. A mineração afetou mais de 10 mil famílias, obrigadas a deixar suas casas.

A inclusão das ruas foi a resposta da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL), que atendendo à recomendação do MPF adotou as medidas necessárias a segurança da população na região do Flexal.

Sobraram residências na área de Bebedouro e Chã de Bebedouro, especificamente nos Flexais de Cima e de Baixo, que acabaram isoladas pela interdição do Pinheiro, Bom Parto e Mutange. Seus moradores recorreram aos órgãos de defesa do interesse coletivo para ter segurança.

O MPF, o MPAL e a DPU buscaram o adequado cumprimento da Recomendação nº 6/2023, expedida no âmbito do Procedimento Administrativo 1.11.000.001433/2022-67 – instaurado para acompanhar o cumprimento do Termo de Acordo firmado com a Prefeitura de Maceió e a Braskem para implantação do Projeto Flexais.

Além da atuação da Polícia Militar, as instituições requisitaram a aquisição de veículos e a instalação de câmeras na região do Flexal como medidas para reduzir a onda de assaltos na região.

Com Assessoria MPF

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