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Sinteal quer 33,23% de reajuste para servidores da Educação

por | 25 jan, 2022

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Sindicato deu início à campanha salarial para 2022 | Fotos: Assessoria Sinteal

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) quer 33,23% de reajuste para os salários de todas as categorias de servidores, em Maceió e na rede estadual. A entidade já deu início à campanha salarial de 2022, encaminhando a pauta de reivindicações ao governador Renan Filho (MDB) e ao prefeito maceieonse, João Henrique Caldas, o JHC.

Em Maceió, cuja data base da educação é janeiro, a negociação será com a secretária de gestão, Rayanne Tenório. Na rede estadual, a data base seria maio, mas por se tratar de ano eleitoral há impedimentos legais para conceder reajuste neste período. “Sabemos que é preciso se atentar para os prazos da justiça. Buscamos o Governo e esperamos uma negociação justa e célere, para garantia do que é nosso de direito”, disse a professora Consuelo Correia, presidenta do Sinteal.

Segundo ela, o percentual de aumento para este ano é calculado à luz do parágrafo único do art. 5º da Lei 11.738, que instituiu o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. O sindicato esclarece que, desde 2010, o reajuste do piso do magistério se dá através do crescimento percentual do valor aluno ano do ensino fundamental urbano (atual VAAF) de dois anos anteriores, observando-se as últimas portarias do custo aluno de cada ano.

“Defendemos que o percentual seja aplicado a todos os profissionais da educação, em todos os níveis da carreira. A legítima valorização só acontece se houver esse reconhecimento” – ressaltou a presidenta do Sinteal.

Além do percentual de reajuste (33,23%), baseado no reajuste do piso nacional de 2022, a negociação com o prefeito JHC inclui questões específicas como a situação do prédio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), no bairro da Cambona, considerando a tragédia ambiental causada pela mineradora Braskem.

Consuelo Correia explica que reajuste tem como base o piso na nacional da Educação 

Estão ainda na pauta as escolas fechadas por falta de estrutura; retorno às aulas e o quadro de matrículas e de novas escolas para 2022; transporte para profissionais do CMEI Profª Sônia Cavalcante; progressões (conclusão do processo de retroativo dos biênios e definição do pagamento de progressões por titulação); aumento de carga horária de 25 para 30 horas; precatórios do Fundef (Processo de pagamentos); e gestão democrática na rede.

“Enviamos antecipadamente para que os gestores se organizem e recebam logo no início do ano. A pauta é ampla, e além do reajuste salarial estamos cobrando resposta sobre questões como estrutura, carreira, ano letivo e carga horária. Quanto antes a mesa de negociação for instalada, melhor para todos, tanto a gestão quanto a categoria” – completou a professora Consuelo.

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