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Privatização da Saúde em Maceió: um duto eleitoral que maltrata a população

por | 19 jun, 2025

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Foto: Divulgação

Enquanto milhares de maceioenses aguardam por atendimento médico nas longas filas das UPAs e nas unidades básicas de saúde, organizações privadas seguem faturando alto com contratos milionários pagos com dinheiro público. É o caso do Instituto de Gestão Aplicada (IGA), que, desde 2022, é responsável pela atenção básica do município. O contrato é de R$ 73 milhões por ano e levanta suspeitas e críticas diante da precariedade dos serviços prestados.

A terceirização da saúde por meio de Organizações Sociais (OSs) tem sido apresentada pela Prefeitura de Maceió como uma medida de “modernização” e “eficiência”. Mas a realidade vivida nos corredores das unidades é outra: falta de médicos, escassez de insumos, estrutura sucateada e trabalhadores sobrecarregados. Um cenário desolador que escancara o fracasso de um modelo que prioriza interesses privados em detrimento da saúde pública.

OSs lucram, o povo padece

Esse modelo de privatização silenciosa — onde os serviços continuam públicos apenas no nome — tem se revelado caro, ineficaz e escandalosamente pouco transparente. A estrutura das OSs permite que elas operem com pouca fiscalização, abrindo margem para irregularidades e favorecimentos políticos.

Enquanto isso, o sofrimento da população cresce. Mães com filhos febris esperam horas por atendimento. Trabalhadores precisam implorar por um simples papel que comprove sua presença em uma unidade de saúde. E a gestão municipal? Prefere likes nas redes sociais a enfrentar e resolver os problemas.

Respostas, não curtidas

A cidade de Maceió não precisa de propaganda. Precisa de compromisso, transparência e respeito com os recursos públicos e com a saúde da sua gente. O que está em curso não é uma modernização, mas um desmonte. Um processo que beneficia poucos e pune muitos, disfarçado sob o manto da “eficiência”.
A população exige respostas reais. Não justificativas vazias. Não sorrisos marqueteiros. Não cortinas de fumaça para esconder a ferida aberta que se tornou a saúde pública de Maceió.

A saúde é direito, não mercadoria. A vida do povo não pode continuar sendo moeda de troca eleitoral.

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