O Museu Palácio Floriano Peixoto, na Praça dos Martírios, em Maceió, recebe de 1º a 6 de setembro a exposição “Mãos que Fazem Alagoas”, que propõe um olhar diferente sobre manifestações tradicionais do estado. Em vez de destacar os objetos prontos, o ensaio fotográfico valoriza os gestos e os trabalhadores responsáveis por manter vivos esses saberes.
A abertura acontece na terça-feira (1º), às 10h, com a presença do fotógrafo Sávio Tavares e dos quatro mestres retratados no projeto: Vânia Oliveira, Thales Rodrigo, Daniel Silva e Dalmo Almeida.
As imagens mostram, em close, etapas da produção do chapéu de Guerreiro, da decoração de Bumba-meu-boi, da confecção de bonecos de Mamulengo e da construção artesanal de instrumentos musicais.
Patrimônio Vivo de Alagoas, Vânia Oliveira atua há mais de quatro décadas na produção do chapéu de Guerreiro e também coordena oficinas de reaproveitamento na Associação dos Artesãos Criativos de Alagoas.
Thales Rodrigo trabalha com a criação e decoração de Bumba-meus-bois e desenvolve previamente no papel os projetos que depois ganham forma nos folguedos.
Daniel Silva, integrante da Trupe Canguelê, atua como psicólogo, escritor, artesão e ator. Seu trabalho com o Mamulengo alagoano já foi apresentado em Portugal e na Rússia.
Já o luthier popular Dalmo Almeida transforma resíduos recolhidos na Lagoa Mundaú em instrumentos de percussão. Há 14 anos, ele coordena o Batuque Mundaú, iniciativa voltada a jovens em situação de vulnerabilidade social.
A exposição é acompanhada pelo fotolivro “Mãos que Fazem Alagoas: saberes, ofícios e memórias”, de Daniel Silva. A publicação terá edição física e versão digital gratuita após o lançamento. O projeto também conta com um mini-documentário de cerca de 13 minutos.
Novo romance
A programação de abertura terá ainda o lançamento de “Raízes que me Restam”, novo romance de Daniel Silva. A obra aborda temas como memória, herança, luto e identidade, tendo como cenário as tradições e os folguedos populares de Alagoas.
O livro apresenta manifestações da cultura popular a partir das histórias de mestres, brincantes e personagens que ajudam a preservar essas tradições. Durante a semana de lançamento, a edição física será vendida por R$ 60, enquanto a versão digital estará disponível na Amazon.
A exposição “Mãos que Fazem Alagoas” poderá ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 9h às 14h, até 6 de setembro.








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