O Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas (Sinpofal) saiu em defesa do trabalho técnico realizado por agentes da Polícia Federal na análise de dados obtidos durante investigações e criticou a divulgação de informações que, segundo a entidade, apresentam documentos de forma fragmentada ou descontextualizada.
Em nota, o sindicato afirma que a produção e a organização de informações utilizadas em medidas cautelares seguem procedimentos técnicos voltados à preservação da origem, integridade e rastreabilidade dos dados. A entidade cita como referência as normas internacionais ISO/IEC 27037:2012 e ISO/IEC 27042:2015.
Segundo o Sinpofal, a análise forense realizada por agentes federais envolve conhecimento especializado, utilização de ferramentas específicas e registro das etapas adotadas durante o trabalho. O objetivo seria organizar grandes volumes de dados e estabelecer relações entre informações provenientes de diferentes fontes para auxiliar as investigações.
A entidade também faz uma distinção entre análise forense e perícia criminal. De acordo com a nota, a análise produzida por agentes federais por meio de relatórios de análise tem finalidade investigativa, enquanto o laudo pericial é elaborado por perito oficial dentro das atribuições da perícia criminal.
O sindicato afirma ainda que os relatórios devem observar limites legais relacionados à obtenção de provas, às medidas cautelares, à cadeia de custódia e à proteção da intimidade das pessoas investigadas. A defesa do trabalho dos agentes, segundo a entidade, não significa afastar o controle das autoridades policiais, do Ministério Público ou do Judiciário.
A nota também aborda os chamados relatórios de inteligência. O Sinpofal sustenta que esses documentos possuem natureza distinta dos documentos investigativos e não devem ser tratados automaticamente como provas destinadas ao processo penal.
Diante das recentes controvérsias envolvendo documentos internos da Polícia Federal, a entidade defende que eventuais irregularidades sejam apuradas pelos órgãos de controle interno e externo, sem que questionamentos sobre documentos específicos sejam utilizados para colocar sob suspeita, de forma generalizada, o trabalho dos agentes federais.
Para o sindicato, o debate público sobre investigações deve ocorrer com transparência, mas sem interpretações baseadas em informações incompletas ou que possam comprometer a compreensão sobre os métodos utilizados na produção de informações investigativas.





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