A gestão de João Henrique Caldas, o JHC, deixou para Maceió um conjunto de problemas que continuam repercutindo após sua saída da Prefeitura. Entre eles estão as aplicações do Iprev, os repasses milionários às empresas de transporte, a falta de transparência em obras relacionadas à Braskem e a condenação por publicidade institucional irregular.
O Iprev é um dos casos mais graves. Durante a gestão JHC, R$ 168 milhões do fundo de aposentadoria dos servidores municipais foram aplicados no Banco Master e no fundo Nest Eagle. As aplicações passaram a ser alvo de questionamentos e investigações sobre a gestão do patrimônio previdenciário e a segurança dos recursos destinados às aposentadorias.
No transporte público, os valores também chamam atenção. Em março de 2026, foram destinados cerca de R$ 120 milhões em subsídios às empresas de ônibus, quase o mesmo valor dos R$ 129 milhões pagos durante todo o ano de 2025. A concentração dos pagamentos ocorreu no fim da gestão JHC, sem explicação pública para a antecipação dos recursos.
Na questão da Braskem, o Ministério Público Federal e o Ministério Público de Alagoas cobraram transparência e avanços nas obras de reparação. Inspeções encontraram equipamentos públicos sem identificação da origem dos recursos e registraram obras paralisadas ou inacabadas. A Justiça manteve multa de R$ 50 mil contra o Município por descumprimento das regras de transparência.
Esses problemas permanecem na agenda de Maceió: recursos previdenciários sob investigação, gastos elevados com subsídios às empresas de ônibus e cobranças sobre o uso dos recursos da Braskem.







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