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Antonio Vituzzo e a memória do cinema

por | 22 set, 2026

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Por Claudevan Melo*

Por Claudevan Melo*

Na Avenida Lins de Vasconcelos, no bairro do Cambuci, em São Paulo, está o Museu do Cinema, criado por Antonio Vituzzo (1928–2004), um apaixonado pela sétima arte que fez do colecionismo uma missão de vida.

Durante décadas, Vituzzo reuniu peças relacionadas ao cinema. Foram mais de 2 mil itens, acumulados ao longo de sua vida, numa dedicação quase integral à preservação da memória da sétima arte. O museu era o resultado desse trabalho paciente de colecionador.

Mas havia um problema: faltava espaço. Vituzzo precisava ampliar o museu para acomodar o acervo e receber melhor os visitantes. Foi então que começou uma longa peregrinação em busca de apoio do poder público. Pedia ajuda à política para tocar o projeto em melhores condições. Insistia, procurava, batia às portas.

Pouco conseguiu. Uma das poucas conquistas veio durante a administração do prefeito Jânio Quadros, quando o imóvel foi isentado do pagamento do IPTU.

Vituzzo morreu em 2004. Com sua morte, o museu permaneceu fechado durante um bom tempo. Mais tarde, voltou a abrir as portas, administrado por seu filho.

O Museu do Cinema ficou, assim, como resultado de uma vida dedicada ao colecionismo. Mais de 2 mil peças reunidas por um homem que fez da preservação da sétima arte uma razão para seguir colecionando, mesmo diante das dificuldades para manter seu projeto.

*Pesquisador, colecionador e escritor.

Foto: Archimedes Lombardi, Antônio Vituzzo, Antônio Leão, todos já falecidos, e Claudevan Melo.

 

 

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