O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nessa quinta-feira (15) que pretende manter a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação. Durante sabatina do Jornal Nacional, ele defendeu que a valorização da renda dos trabalhadores ajuda a movimentar a economia e criticou economistas que discordam dessa estratégia.
“Eu vou manter reajuste do salário mínimo acima da inflação”, declarou Lula, ao defender a distribuição de renda e o fortalecimento dos pequenos empreendedores.
A política de valorização do salário mínimo também influencia aposentadorias e outros benefícios vinculados ao piso nacional, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A declaração ocorre em meio à discussão sobre propostas econômicas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que incluem mudanças na política de reajuste dos benefícios.
Durante a entrevista, Lula também abordou o endividamento das famílias e apresentou medidas do programa Desenrola para facilitar a renegociação de débitos. Segundo o presidente, uma nova etapa prevê a compra de dívidas de pequeno valor, com a expectativa de obter descontos superiores a 90% em débitos de até R$ 4 mil.
“Vamos usar R$ 150 bilhões para comprar essas dívidas”, afirmou, acrescentando que a iniciativa busca aliviar a situação financeira dos brasileiros sem comprometer o espaço fiscal do governo.
Outro ponto destacado foi a possibilidade de perdão de aproximadamente R$ 12,7 bilhões em dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) inscritas na dívida ativa da União. Lula argumentou que a inadimplência impede muitos pequenos empresários de realizar novas operações e retomar suas atividades.
“Eu pedi estudo para fazer o perdão da dívida e as pessoas começarem vida nova, sobretudo o micro e pequeno empreendedor”, disse o presidente.
Lula afirmou ainda que não pretende transferir para a população de baixa renda o custo das medidas de ajuste fiscal. Segundo ele, a prioridade é ampliar as oportunidades econômicas e permitir que trabalhadores e pequenos empreendedores recuperem sua capacidade de consumo e investimento.







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