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Vergonha internacional: The Guardian repercute críticas ao desfile militar da “República das Bananas”

por | 10 ago, 2021

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The Guardian destaca repercussão negativa de desfile militar no coração de Brasília | Reprodução

Em sua edição internacional, o The Guardian, um dos maiores veículos de imprensa do mundo, destaca que o desfile militar promovido hoje (10), pelo governo Bolsonaro, foi visto “como a tentativa desastrada de um presidente sitiado de projetar força”.

O desfile “organizado às pressas” seria uma forma de pressionar o Congresso no dia em que a Câmara dos Deputados tem na pauta a votação do voto impresso, bandeira levantada pelo presidente trapalhão.

“Também se seguiu a uma sucessão de comentários incendiários e antidemocráticos do líder do Brasil, um ex-capitão do exército de mentalidade autoritária que disse que as eleições presidenciais do ano que vem podem não acontecer se as mudanças não forem aprovadas”, observa o The Guardian.

A reportagem ouviu o especialista militar João Roberto Martins Filho. Segundo ele, a procissão era “completamente inédita” nas quase quatro décadas desde o fim da ditadura militar de 1964-85 e era uma tentativa de Bolsonaro reafirmar seu domínio. “Há quem diga que os chefes militares controlam o Bolsonaro … mas acho que ele é totalmente incontrolável”, disse.

Jair Bolsonaro acena enquanto o comboio passa | Evaristo Sa/AFP/Getty Images

Políticos de oposição, de esquerda e de direita, também condenaram o espetáculo. O senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid-19, é um deles. “Bolsonaro acha que isso mostra força, mas na verdade é apenas uma prova da fragilidade de um presidente que é encurralado por investigações de corrupção … e a incompetência administrativa que causou morte, fome e desemprego em meio a uma pandemia descontrolada”, afirmou.

Na opinião de Martins Filho, é “preocupante” que o comandante da Marinha do Brasil – nomeado este ano depois que o ministro da Defesa e chefes de todos os três ramos das Forças Armadas foram expulsos por Bolsonaro – não tenha renunciado quando solicitado a encenar um desfile “absolutamente desnecessário” que tinha saído pela culatra.

“Os comentários que as pessoas estão fazendo sobre as forças armadas [hoje] são absolutamente brutais. Só não entendo como eles não veem o dano que isso está causando à sua imagem”, concluiu.

A reportagem completa (em Inglês) pode ser lida clicando AQUI.

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