Agricultores familiares do acampamento Bom Retiro, localizado no município de Porto Calvo, se reuniram ontem (10) com representantes da Usina Santa Maria, na sede do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), em Maceió.
A conversa foi convocada pelo presidente do Iteral, Jaime Silva, com o objetivo de evitar o conflito no campo. Os agricultores alegam que estão sendo intimidados por funcionários e tiveram 5.000 bananeiras destruídas.
Atualmente, cerca de 130 famílias estão acampadas na Fazenda Bom Retiro, que pertence à usina. Lá, elas plantam banana, macaxeira, batata-doce, maracujá, verduras e também fazem artesanato de esteira com a fibra piripiri.
Durante a reunião, a empresa mostrou-se disposta a negociar e a ceder uma área para os camponeses plantarem, enquanto a situação jurídica não é concluída. Para isso, a equipe técnica do Iteral irá a campo para fazer a avaliação e demarcação da área indicada, além do cadastramento das famílias, com o intuito de evitar novas ocupações.
“Em nenhum momento tivemos a incisividade de oprimir o movimento. A usina está disposta a negociar e de destinar a várzea de maior volume em uma área contínua, porque é mais fácil para o gerenciamento e o monitoramento”, defendeu o gestor da Usina, Leonardo Oiticica.
Segundo o diretor-presidente do Iteral, o consenso é importante para que a tensão no local não seja agravada, e que não haja prejuízos no plantio, arrendamento e moagem da cana de açúcar. “Essa semana, o Iteral voltará a campo com a equipe acompanhada de representantes da usina e dos agricultores para identificar a área e definir as coordenadas onde as famílias poderão continuar trabalhando”, informou Jaime Silva.








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