Pesquisa da Confederação do Comércio mostra aumento das dívidas das famílias mais pobres |Reprodução
O endividamento das famílias brasileiras mais pobres, ou seja, aquelas que ganham menos de dez salários mínimos, chegou a 80,3%. A informação é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que viu, primeira vez desde 2010, quando o levantamento começou a ser feito, a parcela de endividados superar os 80%.
Segundo a CNC, o percentual de famílias inadimplentes, aquelas com dívidas em atraso, atingiu 30% em setembro.
Entre os tipos de dívida que mais cresceram em relação a setembro do ano passado estão cartões de crédito (que subiu de 84,6% para 85,6% do total de dívidas), carnês de loja (de 18,8% para 19,4%) e cheque especial (de 4,6% para 5,2%).
“Embora os atrasos tenham crescido no mês e no ano entre os consumidores nas duas faixas de renda, as dificuldades de pagamento de todos os compromissos do mês são mais latentes entre as famílias de menor renda”, disse a economista da CNC Izis Ferreira.
Em agosto, o número de inadimplentes subiu para 29,6%. Na comparação com setembro de 2021, o indicador cresceu 4,5 pontos percentuais, já que o percentual era de 25,5% na ocasião.
A parcela de famílias endividadas, ou seja, com qualquer dívida (em atraso ou não) também bateu recorde no país em setembro: 79,3%. Em agosto, o percentual era de 79%. Em setembro do ano passado, 74%.
Entre as mulheres, o percentual de endividamento é maior (80,9%) do que entre os homens (78,2%).
As famílias que não têm condições de pagar suas dívidas ficaram em 10,7%, abaixo dos 10,8% de agosto, mas acima dos 10,3% de setembro do ano passado.
Com Agência Brasil
Famílias estão mais endividadas: débitos com cartão de crédito têm maior alta

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