Por Geraldo de Majella*
O domingo, 8 de janeiro de 2023, entrou para a história do Brasil como uma das mais graves ameaças à democracia desde a redemocratização. Nesse dia, milhares de extremistas atacaram violentamente os três poderes da República – a sede do Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal – na tentativa de derrubar o governo eleito.
O presidente Lula convidou os presidentes das duas Casas do Poder Legislativo, Arthur Lira (Câmara dos Deputados) e Rodrigo Pacheco (Senado Federal), além do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, para participarem da cerimônia.
Para relembrar a data, a Presidência da República organizou uma série de eventos no Palácio do Planalto, incluindo a reinauguração de obras de arte restauradas que foram danificadas durante os ataques, como o relógio de Balthazar Martinot e a pintura “As Mulatas” de Di Cavalcanti.
O “Abraço à Democracia”, um ato simbólico na Praça dos Três Poderes, que contará com a participação de movimentos sociais e apoiadores. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, destacou que a presença dos comandantes das Forças Armadas nesse evento demonstra a oposição dos militares a qualquer tentativa de golpe.
Essas iniciativas refletem o compromisso do governo em reforçar a democracia e repudiar ações antidemocráticas, reafirmando a importância da união entre as instituições e a sociedade civil na defesa do Estado Democrático de Direito.
A importância de realizar eventos anuais para manter a memória viva, é evitar que tentativas de golpe de Estado, como a ocorrida em 8 de janeiro de 2023, sejam esquecidas. Esse tem sido o objetivo do Governo Federal.
Presos e condenados
Dois anos após os atos antidemocráticos, o Ministério Público Federal (MPF) já denunciou 1.682 pessoas envolvidas na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Desse total, 371 réus já foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 535 denunciados por crimes de menor gravidade assinaram acordo com o MPF, validado pela Justiça, para encerrar a ação penal sem condenação em troca do cumprimento de medidas alternativas.
*É historiador e jornalista






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