A presidenta do Centro Sportivo Alagoano (CSA), Mírian Monte, anunciou que a mineradora Braskem pagará R$ 1 milhão ao clube como indenização pelos danos causados em decorrência de suas atividades nos bairros afundados. O comunicado à imprensa foi feito nesta terça-feira (21).
“Nossos advogados conseguiram essa liberação de R$ 1 milhão da Braskem, esta indenização. Vai ser um recurso importantíssimo para o clube”, disse Mirian Monte.
A população que residia nos bairros atingidos pela mineração criminosa da Braskem, como Bom Parto, Mutange e Bebedouro, era majoritariamente composta por torcedores do CSA. Nem por isso a Braskem tem agido tão rápido como fez com o clube.
Milhares de famílias vivem segregadas nas áreas dos Flexais, Rua Marques de Abrantes e Quebradas, em Bebedouro, enquanto a mineradora se recusa a realocar aquelas que já não têm condições de permanecer em bairros transformados em verdadeiros fantasmas. A morosidade das autoridades judiciais e da Prefeitura de Maceió agrava a crise, empurrando muitas famílias ao desespero, com relatos de suicídios motivados pelo isolamento e abandono.
“Esse foi um trabalho de vários diretores nossos, fazendo um levantamento de custos, despesas. O nosso jurídico atuou diuturnamente para que esse contrato, de fato, fosse cumprido em sua integralidade. E hoje a gente teve um resultado muito positivo”, disse a presidenta do CSA.
O departamento de marketing da mineradora e o CSA celebram o acordo como se tivessem marcado um gol de placa. Enquanto isso, as vítimas da Braskem continuam sofrendo, como em um jogo de futebol onde até a arbitragem e o VAR parecem estar contra elas.






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