
Manifestação LGBT no Brasil contra a violência policial durante a ditadura.
— Reprodução/Acervo arquivo nacional do Brasil
A exposição “Vidas dissidentes em ditadura” será lançada neste sábado (7) no Memorial da Resistência, em São Paulo, a partir fas 14h. A mostra aberta ao público propõe ampliar as perspectivas sobre a comunidade LGBTQIAPN+ durante a ditadura militar.
Dividida em seis eixos, a exposição apresenta um breve panorama do período pré golpe de 1964, além de analisar mecanismo de repressão do estado, assim como os valores morais e o pensamento médico do período.
A iniciativa é realizada pelo Acervo Bajubá e pelo Arquivo Lésbicas Brasileiro (ALB) em parceria com o Instituto Vladimir Herzog (IVH). Com curadoria de Marcos Tolentino, Paula Silveira-Barbosa, Julia Kumpera e Julia Gumieri, o projeto foi desenvolvido ao longo de 12 meses e teve apoio de pesquisadores de todas as regiões do país.
Segundo a equipe de curadoria, o objetivo da mostra é ampliar o que entendemos por vidas dissidentes de gênero e sexualidade na ditadura, para além das narrativas paulistanas, centradas entre o fim dos anos 1970 e a redemocratização.
O projeto mostra redes de solidariedade e formas de resistência cotidiana de diferentes grupos. O acervo foi feito a partir de uma pesquisa documental na imprensa, entrevistas de história oral e uso de acervos audiovisuais.
Além da exposição, também será lançado o podcast “homônimo” como parte do conteúdo da mostra. Ambos fazem parte do projeto “Democracia para quem? Experiências LGBTQIA+ da ditadura à atualidade”. A iniciativa conta com apoio do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC).
Serviço
Data: dia 7 de junho (sábado)
Horário: 14h às 17
Endereço: Memorial da Resistência — Largo General Osório, 66, Santa Ifigênia – São Paulo (SP)
Entrada franca






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