O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste (BNB), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, lançaram o Edital Recaatingar, que vai destinar R$ 60 milhões a projetos de recuperação de áreas degradadas e fortalecimento do bioma Caatinga.
A iniciativa integra o programa Floresta Viva 2 e contempla municípios prioritários de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Os recursos serão divididos igualmente entre BNDES e BNB.
O edital prevê a seleção de 15 a 25 projetos voltados à restauração ambiental, conservação dos recursos hídricos, implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento da agricultura sustentável. Os investimentos por proposta variam entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões, com prazo de execução de até cinco anos.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa alia preservação ambiental e desenvolvimento econômico no Semiárido.
“O Recaatingar mostra que recuperar áreas degradadas também é gerar renda, fortalecer a agricultura familiar e criar condições para que as populações do Semiárido permaneçam em seus territórios com mais segurança hídrica, produtiva e ambiental”, afirmou.
Entre as ações financiáveis estão a recuperação de áreas degradadas com espécies nativas, produção de sementes e mudas, assistência técnica, capacitação de comunidades, fortalecimento de cooperativas e associações, recuperação de nascentes, captação de água, manejo sustentável do solo e prevenção de incêndios florestais.
O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, destacou que o edital amplia uma política já iniciada pela instituição.
“Trata-se de uma ação continuada no âmbito da iniciativa Floresta Viva. Em 2025, nós já disponibilizamos mais de R$ 40 milhões em dois outros editais. Temos o compromisso de apoio ao desenvolvimento sustentável em toda nossa área de atuação”, disse.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, ressaltou a participação das comunidades na construção das propostas.
“A Caatinga é um bioma estratégico para o Brasil. O Recaatingar nasce para apoiar soluções construídas nos territórios, com participação das comunidades, combinando recuperação ambiental, produção sustentável, água, renda e permanência das famílias no Semiárido”, afirmou.
Podem participar da seleção associações civis, fundações privadas, cooperativas e pessoas jurídicas de direito público das esferas federal e estadual, desde que sejam instituições sem fins lucrativos sediadas no Brasil. As inscrições serão feitas por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), responsável pela gestão do programa Floresta Viva 2.
Os municípios contemplados foram definidos com base em critérios como degradação ambiental, intensidade da seca, risco de desertificação e vulnerabilidade social. O edital prevê a seleção de pelo menos um projeto em cada um dos nove estados atendidos, desde que as propostas alcancem a pontuação mínima exigida.





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