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Rui Palmeira cobra JHC: “Cadê os R$ 100 milhões do IPREV aplicados em banco à beira da falência?

por | 20 set, 2025

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Rui Palmeira | Assessoria

O vereador Rui Palmeira (PSD) voltou a usar suas redes sociais para denunciar uma medida considerada drástica: a exoneração de todos os servidores comissionados do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (IPREV). Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada após vir à tona a aplicação de R$ 100 milhões do fundo de aposentadoria municipal no Banco Master, instituição financeira que enfrenta grave instabilidade e estaria à beira da falência.

 

Palmeira questionou diretamente o prefeito João Henrique Caldas (JHC): “JH Caldas, os aposentados e pensionistas precisam saber: cadê os R$ 100 milhões que foram aplicados num banco à beira da falência? Esse dinheiro é do povo, a recompensa de uma vida inteira dedicada ao trabalho. O prefeito tem que prestar esclarecimentos aos maceioenses”, escreveu.

 

A exoneração em massa no IPREV, ainda que apresentada como medida de “contenção” ou “reorganização”, escancara uma crise de confiança. Para Rui Palmeira, a decisão não teria ocorrido sem a anuência direta do prefeito. O parlamentar acusa a gestão de expor o patrimônio previdenciário dos servidores públicos municipais a riscos inaceitáveis, fragilizando ainda mais a segurança de aposentados e pensionistas.

 

A polêmica ganhou apoio de ex-integrantes da própria gestão de Rui Palmeira. O ex-secretário de Finanças de Maceió, Felipe Mamede, comentou a postagem de Rui com um tom duro: “Quanta irresponsabilidade com os aposentados.”

 

Um alerta sobre transparência e responsabilidade

 

O episódio levanta questões que vão além da disputa política: quem autorizou a aplicação? Quais critérios técnicos embasaram a decisão? Qual o grau de risco monitorado? E, sobretudo, onde estão os mecanismos de transparência para proteger os recursos previdenciários?

 

O IPREV existe para assegurar a tranquilidade de servidores que dedicaram décadas de trabalho à administração municipal. Colocar esse patrimônio em operações financeiras de alto risco é, no mínimo, uma afronta à responsabilidade pública. A crise do Banco Master já era conhecida no mercado financeiro; logo, a escolha da prefeitura parece ter ignorado alertas e sinais de instabilidade.

 

A medida de exonerar comissionados soa mais como tentativa de blindagem política do que como solução estrutural. O problema central continua sem resposta: o que será feito para recuperar ou garantir os R$ 100 milhões aplicados?

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