As ações preferenciais da Braskem registraram alta de 18% após o anúncio do acordo de R$ 1,2 bilhão firmado entre a empresa e o governo de Alagoas. O entendimento está relacionado aos danos causados pelo afundamento do solo em bairros de Maceió, decorrente da extração de sal-gema pela petroquímica.
Segundo o InvestNews, o valor total será pago ao longo de dez anos. Do montante, R$ 139 milhões já foram quitados, e o restante será parcelado em dez parcelas anuais variáveis, corrigidas conforme a capacidade de pagamento da companhia. A maior parte dos desembolsos está prevista para ocorrer após 2030.
O governo de Alagoas havia estimado os prejuízos em cerca de R$ 30 bilhões, mas o acordo final foi fechado por R$ 1,2 bilhão. Dividido em dez anos, o montante equivale a aproximadamente R$ 10 milhões por mês. Caso fosse pago de uma só vez, o valor total corresponderia a duas folhas de pagamento dos servidores do Estado de Alagoas.
O desastre em Maceió, registrado em 2019, levou à desocupação de cinco bairros da capital alagoana e ao deslocamento de milhares de famílias. O novo acordo com o Estado busca encerrar as pendências judiciais relacionadas ao chamado “evento geológico”, conforme comunicado da empresa ao mercado.
A valorização das ações também foi impulsionada por informações de que a IG4 Capital estaria próxima de concluir negociações para a compra da participação da Novonor (antiga Odebrecht) na Braskem. Ainda de acordo com o InvestNews, a Novonor informou que, até o momento, “não houve qualquer evolução material ou vinculante nas discussões envolvendo sua participação” na petroquímica.
Com a combinação das notícias sobre o acordo e as possíveis mudanças no controle acionário, o mercado reagiu positivamente, refletindo expectativa de redução de riscos e de uma nova fase para a companhia. O anúncio foi suficiente para que as ações da Braskem subissem 18% — mais um episódio que confirma a capacidade da mineradora de manter ganhos expressivos em qualquer cenário.







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