
Dom Pedro Casaldáliga sempre lutou em defesa dos índios e contra o conflito no campo Fotos: arquivo Pessoal
Um dos religiosos mais respeitados do Brasil, por suas posições políticas e pelo trabalho pastoral ligado a defesa de direitos dos povos indígenas e ao combate à violência dos conflitos agrários, morreu na manhã deste sábado, 8, Dom Pedro Casaldáliga Pla, bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (Mato Grosso) e Missionário Claretiano. Com 92 anos, Dom Pedro nasceu na Espanha em 1928, chegando ao Brasil aos 40 anos.
Sua morte foi registrada às 9:40 horas (horário de Brasília), na cidade de Batatais, estado de São Paulo. O bispo enfrentava problemas respiratórios agravados pelo Mal de Parkinson,. Conforme divulgado por entidades religiosas, o corpo de Dom Pedro Casaldáliga será velado em três locais.
O primeiro velório acontece em Batatais (SP), na capela do Claretiano – Centro Universitário de Batatais, unidade educativa dirigida pelos Missionários Claretianos. Amanhã, 9, nessa mesma capela, haverá missa de exéquias (cortejo fúnebre que segue o corpo do defunto até o túmulo) aberta ao público em geral, além de ser transmitida ao vivo pelo link https://youtu.be/spto8rbKye0. O link estará aberto para que outros veículos de comunicação possam retransmitir.

Dom Pedro é um respeitado religioso e missionário
Na segunda-feira, 10, o corpo segue para Ribeirão Cascalheira (MT) para ser velado no Santuário dos Mártires. Depois será levado para São Félix do Araguaia (MT), para ser velado no Centro Comunitário Tia Irene. O sepultamento será em São Félix do Araguaia.
Logo que chegou ao Brasil, Dom Pedro Casaldáliga envolveu-se, ao lado de outros padres espanhóis, na defesa de povos indígenas, ameaçados pela violência dos conflitos agrários e pela expansão dos latifúndios na região. Foi um dos responsáveis pela fundação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ainda na década de 1970. Em 2000, o bispo foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Por seu trabalho junto aos índios xavantes, após anos de embate judicial contra latifundiários e produtores rurais, em 2012 recebeu ameaças de morte.






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