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Atendimentos por convulsão crescem 7,7% em Alagoas, aponta Samu

por | 18 jan, 2026

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Foto: Agência Alagoas

Os atendimentos por convulsão realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) em Alagoas aumentaram 7,7% entre 2024 e 2025. De acordo com dados do serviço, foram 1.816 ocorrências em 2024 e 1.956 em 2025, sendo 1.368 atendimentos pela Central de Maceió e 588 pela Central de Arapiraca.

A convulsão é caracterizada por uma descarga elétrica anormal no cérebro, que pode provocar contrações musculares involuntárias, tremores, rigidez, movimentos repetitivos e perda ou alteração da consciência. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar olhar fixo, desorientação, salivação excessiva, lábios arroxeados e liberação involuntária dos esfíncteres.

Após a crise, são comuns sintomas como confusão mental, cansaço, dor de cabeça e até amnésia do episódio. Apesar do impacto do quadro, especialistas destacam que a convulsão tem tratamento e não impede uma vida normal quando acompanhada adequadamente.

A convulsão não é sinônimo de incapacidade. É um sintoma que precisa ser investigado para identificar sua causa — que pode variar desde epilepsia e infecções até febre alta ou lesões cerebrais”, explica o coordenador-geral do Samu de Alagoas, o médico Mac Douglas de Oliveira Lima.

Segundo ele, o Samu está preparado para atender esse tipo de ocorrência com rapidez e segurança. “Contamos com equipes de motolância, Unidades de Suporte Básico e, quando necessário, Unidades de Suporte Avançado, com profissionais treinados para estabilizar o paciente e encaminhá-lo à unidade de saúde mais adequada”, destaca.

O médico também orienta sobre os primeiros cuidados antes da chegada do socorro. “É fundamental proteger a pessoa de ferimentos, colocá-la em local seguro, virá-la de lado e nunca colocar nada na boca ou tentar segurá-la durante os movimentos”, alerta.

Observar a duração e as características da crise é essencial para repassar informações à Central de Regulação das Urgências (CRU), o que ajuda no envio da equipe mais adequada. A ligação para o 192 deve ser feita imediatamente, especialmente em casos de primeira convulsão, crises com duração superior a cinco minutos, dificuldade respiratória, ausência de recuperação da consciência ou repetição das crises.

Investigar a causa da convulsão é o primeiro passo para garantir qualidade de vida ao paciente. Com diagnóstico correto e tratamento contínuo, muitas pessoas conseguem controlar o quadro e viver normalmente”, reforça Mac Douglas.

Diante do aumento nos registros, autoridades de saúde ressaltam a importância da conscientização da população sobre primeiros socorros e do acompanhamento neurológico contínuo. Embora possa ser grave em alguns contextos, a convulsão pode ser bem administrada com cuidado adequado e atenção médica especializada.

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