O governo federal criticou a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência pública realizada nesta terça-feira (7) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para discutir as tarifas comerciais impostas ao Brasil. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a atuação do parlamentar como uma “intervenção” e afirmou que ele contrariou os interesses do país.
Segundo o governo, entre os 34 brasileiros inscritos para participar da audiência, Flávio foi o único a não se posicionar contra as medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos. A nota afirma que o senador sugeriu apenas o adiamento da implementação das tarifas, o que, segundo o Executivo, teria “claro objetivo eleitoreiro”.
O Planalto também acusou o parlamentar de legitimar a investigação conduzida pelo governo norte-americano e de deixar de contestar as justificativas apresentadas para a imposição das tarifas.
Outro ponto abordado na manifestação oficial foi a citação, por Flávio Bolsonaro, ao caso Master durante a audiência. O governo afirmou que o senador omitiu a origem do episódio e também seu relacionamento com o empresário Daniel Vorcaro.
Durante a audiência, Flávio Bolsonaro afirmou que a adoção das tarifas neste momento favoreceria politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral. Segundo o senador, o ideal seria que a discussão sobre as medidas fosse adiada para depois das eleições, evitando seu uso no debate político.
Ao justificar sua participação, Flávio disse que compareceu à audiência por ser senador da República e um dos principais representantes da oposição ao governo federal.





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