Durante a campanha Janeiro Roxo, dedicada à conscientização e ao combate à hanseníase, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alertam para o risco de transmissão da doença por meio do contato e do consumo ilegal de animais silvestres, como o tatupeba (Euphractus sexcinctus), espécie comum no Nordeste.
Conhecido como papa-defunto, o tatupeba pode se alimentar de matéria orgânica em decomposição, o que favorece o contato com bactérias causadoras da hanseníase. A principal forma de contaminação em humanos ocorre a partir do consumo da carne do animal, prática considerada crime ambiental.
“O hábito de se alimentar do tatupeba pode representar risco de contaminação. Além de ilegal, o consumo da carne desse animal traz prejuízos à saúde”, alertou o médico veterinário do IMA, Gabriel Marques.
O órgão orienta que a população evite qualquer tipo de contato com a espécie e acione os órgãos competentes em casos de captura, comércio ilegal, maus-tratos ou acidentes. O resgate é feito pelo Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), com encaminhamento ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), administrado pelo IMA/AL em parceria com o Ibama.
No Cetas, os animais passam por avaliação técnica, sempre com o uso de equipamentos de proteção individual. “Realizamos todos os procedimentos de forma segura para evitar riscos de transmissão da hanseníase”, explicou Gabriel.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone (82) 3315-4325 ou pelo WhatsApp (82) 98833-5879.
A Sesau reforça que a hanseníase tem tratamento e cura, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A principal forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado de pessoas infectadas.
Por Agência Alagoas






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