Cada R$ 1 investido nas Unidades de Conservação (UCs) federais brasileiras gera retorno de R$ 15,60 para a economia do país. O dado faz parte de um estudo apresentado nesta semana pelo Programa Natureza com as Pessoas, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com o Ministério do Turismo. Segundo o levantamento, os visitantes das UCs movimentaram R$ 40,7 bilhões em 2025.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números reforçam o potencial do Brasil no segmento de turismo de natureza. “As Unidades de Conservação são cada vez mais reconhecidas como destinos estratégicos para o país”, afirmou. O ministro também destacou o impacto social e ambiental das visitas. “Cada visita representa uma oportunidade de fortalecer a consciência ambiental, o sentimento de pertencimento e o cuidado com o nosso patrimônio natural”, disse.
A socióloga Iara Vasco, diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, explicou que a pesquisa integra o Programa Natureza com as Pessoas, lançado durante o 9º Salão do Turismo. Segundo ela, o estudo ajudou a ampliar a compreensão sobre o impacto econômico do Turismo de Base Comunitária em reservas extrativistas.
“Começamos a entender o Turismo de Base Comunitária não apenas como alternativa ligada ao manejo de recursos naturais, mas também como um potencial econômico capaz de impulsionar toda uma cadeia produtiva”, afirmou.
O pesquisador Thiago Beraldo, presidente do Grupo de Turismo em Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN/IUCN), explicou que a metodologia aplicada no estudo utilizou mais de 2 mil questionários em oito UCs federais brasileiras e segue padrões adotados em outros países.
Segundo Beraldo, o levantamento diferencia análise financeira e análise econômica. “Na análise econômica, avaliamos tudo o que o turista deixa na economia do município onde a Unidade está localizada”, explicou.
Ainda não publicado oficialmente, o estudo busca dimensionar os impactos do turismo em áreas protegidas e reforça o papel das Unidades de Conservação como vetor de desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.







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