A Central de Transplantes de Alagoas, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), registrou crescimento no número de transplantes realizados entre janeiro e abril de 2026. Foram 43 procedimentos efetuados no período, contra 20 no mesmo intervalo do ano passado, o que representa aumento de 10,3%.
Entre os transplantes realizados este ano estão 37 de córneas, três de rins e três de fígado. Em 2025, no mesmo período, haviam sido registrados nove transplantes de córneas, seis renais e cinco hepáticos.
Segundo a Sesau, os números refletem os resultados do programa Alagoas Transplanta, criado em 2024 para ampliar a conscientização sobre a doação de órgãos e fortalecer a realização dos procedimentos na rede pública estadual, por meio do Hospital do Coração Alagoano.
A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, reforçou a importância de as pessoas comunicarem aos familiares o desejo de serem doadoras, já que a autorização da família é obrigatória para a captação dos órgãos.
“Devemos ressaltar que a realização do transplante só é possível mediante a autorização da família do potencial doador, conforme determina a legislação brasileira. Assim, a decisão familiar é um elemento central para a efetivação da doação de órgãos e tecidos”, destacou.
A coordenadora explicou ainda que o processo de doação segue protocolos rigorosos de segurança. Entre as etapas estão o diagnóstico de morte encefálica, exames para descartar doenças infecciosas, testes de compatibilidade e a autorização familiar.
“Só após a confirmação do diagnóstico, a Central Estadual de Transplantes de Alagoas é notificada e a família consultada. É por meio da entrevista feita por uma equipe de profissionais de saúde que a família é informada sobre o processo e é solicitado o consentimento para a doação de órgãos”, afirmou Daniela Ramos.
Atualmente, 626 pessoas aguardam por transplantes em Alagoas. Desse total, 586 esperam por córnea, 29 por rim e 11 por fígado.
A lista de espera é única e segue ordem cronológica de inscrição. A definição dos receptores considera critérios como gravidade do paciente e compatibilidade sanguínea e genética com o doador.








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