O Palácio Oyá D’Oxum, antigo Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB), inaugura sua nova sede em Maceió com uma programação especial entre os dias 15 e 17 de maio, no bairro Village Campestre. A agenda reúne cerimônias religiosas, lançamento de projetos sociais e apresentações culturais abertas ao público.
Fundado em 1986 como Ilê Nagô, o terreiro se consolidou como um dos principais espaços de preservação das tradições de matriz africana em Alagoas. A mudança para o novo espaço marca uma nova etapa da instituição, liderada pela iyalorixá Mãe Neide Oyá D’Oxum, reconhecida como Patrimônio Vivo do Estado.
A programação começa na sexta-feira (15), às 19h, com o lançamento dos projetos 2026 do Centro de Formação e Inclusão Social Inaê, que passa a atuar como Pontão de Cultura. Também será apresentado o Memorial Oxum Danguê, espaço voltado à preservação da memória, ancestralidade e história da família de santo do Palácio Oyá D’Oxum e do Ilê Axé Navizala, ligados à tradição Nagô em Alagoas.
No sábado (16), a partir das 16h, acontece a cerimônia religiosa de inauguração das novas instalações, seguida da tradicional Feijoada dos Pretos Velhos, realizada há mais de 20 anos pela casa em homenagem às entidades associadas à sabedoria, cura e memória ancestral. O evento terá entrada solidária, com doação de 2 kg de alimentos não perecíveis destinados às ações sociais da instituição. A organização orienta o público a vestir branco.
As atividades serão encerradas no domingo (17), com shows gratuitos de artistas locais na Rua São Pedro, no bairro Cidade Universitária, das 14h às 18h.
Além da atuação religiosa, o Palácio Oyá D’Oxum desenvolve projetos sociais, culturais e formativos por meio da ONG Inaê, voltados para inclusão social e fortalecimento comunitário. A nova sede busca ampliar esse trabalho e reafirmar o espaço como referência de acolhimento, resistência cultural e transmissão de saberes afro-brasileiros.
Para Mãe Neide, a reinauguração carrega um significado simbólico ligado à preservação da ancestralidade e à construção coletiva do futuro. “A reinauguração do Palácio Oyá D’Oxum reafirma o terreiro como espaço vivo da nossa ancestralidade, da fé e de construção do futuro”, afirmou a iyalorixá. Segundo ela, o momento também celebra a continuidade da linhagem espiritual ligada ao Sítio de Pai Rubílio, de 1840, e à Tenda de Oxalufan – Mãe Celina, fundada em 1932.









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