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Tarifaço dos EUA gera reação nas redes e amplia desgaste de Flávio Bolsonaro

por | 3 jun, 2026

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A decisão do governo dos Estados Unidos de propor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros provocou forte repercussão nas redes sociais e intensificou o debate político no país. Levantamento da empresa AtivaWeb Datalab aponta que o tema gerou cerca de 15 milhões de interações até o fim da tarde de terça-feira (2), com predominância de manifestações negativas direcionadas ao presidente norte-americano, Donald Trump, e à família Bolsonaro.

A mobilização ganhou força após a divulgação da investigação conduzida pelo governo dos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial americana. O relatório questiona práticas consideradas injustas e cita, entre outros pontos, o sistema Pix, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil. Nas primeiras horas após o anúncio, milhões de menções ao assunto já haviam sido registradas nas plataformas digitais.

A repercussão foi ampliada por lideranças políticas ligadas ao governo federal. O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, passou a utilizar o termo “Tariflávio” para associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à medida anunciada pela gestão Trump. A expressão rapidamente ganhou espaço entre os assuntos mais comentados da rede social X.

Parte das críticas se concentrou na viagem realizada por Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos na semana anterior ao anúncio das tarifas. O senador participou de encontros com autoridades americanas, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio e o presidente Donald Trump. Nas redes sociais, usuários relacionaram os dois acontecimentos, embora não haja confirmação de vínculo entre a visita e a proposta tarifária.

Durante agenda em Catalão (GO), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente o parlamentar. Lula acusou integrantes da oposição de buscarem apoio externo para interferir em assuntos internos do país e classificou a postura como contrária aos interesses nacionais.

O levantamento da AtivaWeb também identificou ampla mobilização em torno da defesa da soberania nacional. Segundo a empresa, esse foi o tema que apresentou maior consenso entre usuários de diferentes posicionamentos políticos, concentrando elevado índice de manifestações favoráveis.

As menções aos deputados e senadores da família Bolsonaro registraram predominância de avaliações negativas, enquanto Donald Trump também foi alvo de críticas relacionadas aos possíveis impactos econômicos da medida sobre o Brasil.

Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu ao presidente norte-americano que não adotasse novas sanções comerciais contra empresas brasileiras e negou qualquer participação ou influência na proposta anunciada pelos Estados Unidos.

O processo ainda não foi concluído. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos deverá abrir consulta pública para ouvir representantes do setor privado antes da elaboração do relatório final. A decisão sobre a adoção definitiva das tarifas caberá ao governo norte-americano.

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