Cansaço excessivo, fraqueza, tonturas e falta de ar podem ser mais do que consequências naturais do envelhecimento. Esses sintomas também podem indicar anemia, condição que afeta milhares de idosos e que, quando não diagnosticada e tratada adequadamente, pode comprometer a qualidade de vida e aumentar os riscos à saúde.
O alerta é do médico Helion Lisboa, do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, que chama atenção para a necessidade de acompanhamento médico regular diante do aumento de casos observados na unidade de saúde.
Segundo o especialista, a anemia é caracterizada pela redução dos níveis de hemoglobina no sangue, o que dificulta o transporte de oxigênio para órgãos e tecidos. “A anemia não deve ser encarada como uma consequência natural do envelhecimento. Em muitos casos, ela pode estar relacionada à deficiência de ferro, vitaminas, doenças crônicas, alterações renais, processos inflamatórios ou até mesmo a doenças mais graves. Por isso, é fundamental investigar a causa para que o tratamento seja eficaz”, explica.
Além da fadiga e da fraqueza, a doença pode provocar palidez, sonolência, dores de cabeça, perda de apetite e redução da capacidade funcional. Em idosos, a anemia também pode contribuir para quedas, dificuldades de concentração e agravamento de problemas de saúde já existentes.
Helion Lisboa destaca que a identificação precoce é essencial para evitar complicações. “Quanto mais cedo a anemia for diagnosticada, maiores são as chances de identificar sua causa e iniciar o tratamento adequado. O acompanhamento médico é essencial para prevenir complicações que podem comprometer a saúde e a autonomia do idoso”, afirma.
O tratamento varia de acordo com a origem do problema. Nos casos relacionados à deficiência de nutrientes, a reposição de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, associada à adequação da alimentação, costuma ser indicada. Já quando a anemia está ligada a doenças crônicas, o controle da condição de base é fundamental. Em situações mais graves, pode haver necessidade de tratamentos específicos ou transfusão sanguínea.
Para prevenir a doença, os especialistas recomendam alimentação equilibrada, rica em ferro e vitaminas, realização periódica de exames laboratoriais e acompanhamento médico regular, especialmente para pessoas idosas ou com doenças crônicas.
A orientação é procurar assistência de saúde sempre que sintomas persistentes de cansaço, fraqueza ou falta de disposição forem percebidos, já que o diagnóstico precoce pode fazer diferença no sucesso do tratamento e na manutenção da qualidade de vida.






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