Três guaribas-de-mãos-ruivas ganharam a liberdade nessa semana em uma área de Mata Atlântica preservada no litoral sul de Alagoas, em uma ação que marca o retorno da espécie a uma região onde ela já não era mais encontrada na natureza.
A soltura ocorreu em uma reserva ambiental mantida pela Usina Coruripe e é resultado de um trabalho iniciado há mais de um ano, envolvendo a formação do grupo, adaptação ao ambiente e acompanhamento técnico para garantir que os animais estivessem aptos a viver em liberdade.
O projeto reúne órgãos ambientais, instituições de pesquisa, iniciativa privada e o Ministério Público de Alagoas, dentro de uma estratégia nacional voltada à recuperação de populações de primatas ameaçados no Nordeste.

Assessoria
Antes de serem liberados, os animais passaram por um período de convivência monitorada e aprenderam a explorar recursos naturais semelhantes aos que encontrariam na floresta. A avaliação positiva desse processo levou os especialistas a autorizarem a reintrodução.
Para a coordenadora do Plano de Ação Nacional dos Primatas do Nordeste, Mônica Montenegro, a medida representa mais do que a soltura de três indivíduos. “Estamos trazendo essa espécie de volta para as matas de Coruripe, em uma área onde ela foi extinta há alguns anos. Esperamos que essa reintrodução seja bem-sucedida”, afirmou.
A expectativa é que o grupo consiga se estabelecer na área, contribuindo para a formação de uma nova população da espécie no estado. Além de ampliar as chances de conservação do guariba-de-mãos-ruivas, a iniciativa também fortalece a recuperação ecológica dos fragmentos de Mata Atlântica, já que esses primatas desempenham papel importante na dispersão de sementes e na manutenção da floresta.

Assessoria
O promotor de Justiça Alberto Fonseca destacou que a ação representa mais um passo na execução do Plano de Ação Nacional dos Primatas do Nordeste. “O Ministério Público se orgulha demais de poder participar desta iniciativa”, declarou.
A escolha da reserva em Coruripe levou em consideração fatores como disponibilidade de alimento, conectividade florestal e nível de proteção ambiental. A área passará a ser monitorada para acompanhar a adaptação dos animais e os resultados da reintrodução ao longo dos próximos anos.
Para os responsáveis pelo projeto, o retorno dos guaribas simboliza uma conquista coletiva e demonstra que ações coordenadas de conservação podem reverter perdas históricas da biodiversidade.






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