O aumento do uso de patinetes elétricos na orla de Maceió tem acendido um alerta entre as autoridades de saúde. Dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apontam que 21 pessoas precisaram de atendimento após quedas em vias públicas entre janeiro e maio deste ano, uma média de 4,2 ocorrências por mês.
A modalidade de transporte ganhou popularidade entre moradores e turistas desde a implantação do serviço, que disponibilizou inicialmente cerca de 150 patinetes e 70 bicicletas elétricas na capital alagoana. Apesar da expansão, especialistas alertam para o descumprimento frequente das normas de segurança e para a falta de fiscalização efetiva.
As regras estabelecidas pelo Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), em conformidade com resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), determinam velocidade máxima de 6 km/h em áreas de circulação compartilhada com pedestres e de 25 km/h em ciclovias. Também é proibido conduzir os equipamentos sob efeito de álcool, transportar passageiros e utilizar veículos fora das especificações permitidas.
Segundo o médico socorrista Rodrigo Nicácio, grande parte das vítimas atendidas pelo Samu utilizava os equipamentos sem capacete ou outros itens de proteção. Ele alerta que as quedas podem resultar em fraturas nos membros, lesões faciais e traumatismos cranianos, com potencial de gravidade elevado, especialmente quando associadas ao excesso de velocidade.
Os atendimentos ocorrem com maior frequência nos fins de semana, período em que a movimentação na orla aumenta significativamente. Para os profissionais da área, além da conscientização dos usuários, é necessário ampliar a fiscalização e garantir orientações básicas para quem utiliza os equipamentos.
O coordenador-geral do Samu, Mac Douglas de Oliveira Lima, defende maior responsabilidade tanto das empresas que oferecem o serviço quanto dos usuários. “É preciso haver fiscalização mais rigorosa por parte de quem disponibiliza o serviço. Os acidentes ainda são poucos, mas podem crescer. É salutar que se tenha mais responsabilidade, tanto de quem utiliza quanto de quem disponibiliza o serviço, para evitar acidentes graves”, afirmou.
Entre as principais regras de circulação estão a prioridade de uso em ciclovias e ciclofaixas, a proibição de atravessar faixas de pedestres montado no equipamento e a restrição do serviço para maiores de 18 anos. Nas vias públicas, o tráfego só é permitido em ruas com velocidade máxima de até 40 km/h, sempre no mesmo sentido dos veículos.
Com a popularização dos patinetes elétricos na capital, autoridades reforçam a necessidade de cumprimento das normas de trânsito para evitar o aumento de acidentes e garantir a segurança de usuários e pedestres.






0 comentários