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Irã e Estados Unidos anunciam acordo para encerrar conflito e reabrir Estreito de Ormuz

por | 15 jun, 2026

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Irã e Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira (15) a conclusão de um acordo que prevê o encerramento das hostilidades iniciadas no Oriente Médio em fevereiro deste ano. O memorando de entendimento estabelece o fim imediato das operações militares, a reabertura do Estreito de Ormuz e o encerramento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao território iraniano.

Segundo informações divulgadas pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, o texto foi aprovado pelas autoridades iranianas após meses de negociações mediadas pelo Paquistão e pelo Catar. O documento deverá ser formalmente assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça.

Em comunicado oficial, o governo iraniano informou que o acordo prevê a interrupção permanente das ações militares em todas as frentes do conflito, incluindo os confrontos relacionados ao Líbano. Teerã também condicionou futuras negociações sobre temas mais amplos, como o programa nuclear iraniano e o regime de sanções internacionais, ao cumprimento dos compromissos assumidos por Washington.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o entendimento e destacou que a medida permitirá a retomada da navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado mundialmente.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o memorando representa uma etapa inicial para a reconstrução da estabilidade regional. Segundo ele, a prioridade do governo iraniano foi garantir o fim das operações militares e assegurar condições para novas negociações diplomáticas.

O anúncio foi recebido com expectativa pelos mercados internacionais. A perspectiva de normalização do tráfego marítimo na região contribuiu para a redução dos preços do petróleo nas primeiras reações dos investidores.

Apesar do entendimento firmado entre Teerã e Washington, o cenário regional ainda apresenta incertezas. Autoridades israelenses sinalizaram que manterão presença militar em áreas consideradas estratégicas no sul do Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as forças israelenses permanecerão nessas regiões por tempo indeterminado sob o argumento de garantir a segurança das fronteiras do país.

O acordo é considerado um dos mais relevantes movimentos diplomáticos desde o início da guerra e pode abrir caminho para uma nova rodada de negociações sobre segurança e estabilidade no Oriente Médio.

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