O governo do Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (15) que vai proibir o acesso de menores de 16 anos às principais plataformas de redes sociais. A medida foi confirmada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que classificou a decisão como um passo necessário para proteger crianças e adolescentes dos riscos do ambiente digital.
Segundo Starmer, as redes sociais têm contribuído para o aumento de casos de assédio, exposição a conteúdos nocivos e problemas relacionados à saúde mental dos jovens. O premiê também argumentou que o uso excessivo dessas plataformas afeta o desempenho escolar, a socialização e até a qualidade do sono de crianças e adolescentes.
A proposta prevê que a nova legislação seja aprovada ainda este ano, com entrada em vigor prevista para o início de 2027. A proibição deverá atingir plataformas como TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat, YouTube e X (antigo Twitter), além de incluir mecanismos mais rígidos de verificação de idade.
O governo britânico também estuda ampliar as restrições para recursos de transmissões ao vivo, mensagens temporárias e contatos com desconhecidos em plataformas digitais e jogos online. Outras medidas em análise incluem limites de uso e restrições de acesso durante determinados horários.
A decisão segue uma tendência internacional de maior controle sobre o acesso de menores às redes sociais. Países como Austrália e Indonésia já adotaram medidas semelhantes, enquanto outras nações discutem propostas de restrição baseadas em faixa etária.
A iniciativa, no entanto, divide opiniões. Empresas de tecnologia e especialistas em direitos digitais alertam para dificuldades de fiscalização e argumentam que a proibição pode levar adolescentes a migrar para plataformas menos reguladas e potencialmente mais perigosas. Ainda assim, pesquisas realizadas durante a consulta pública promovida pelo governo indicaram amplo apoio da população à medida, especialmente entre pais e responsáveis.






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