A concentração de riqueza no mundo atingiu um novo patamar histórico. Relatório divulgado pela Oxfam revela que mais de 3 mil bilionários acumulam juntos cerca de US$ 18,3 trilhões, valor que representa um crescimento expressivo nos últimos anos e reforça o avanço da desigualdade em escala global.
Segundo o estudo, as fortunas dos bilionários aumentaram em US$ 2,5 trilhões apenas em 2025, ritmo considerado três vezes superior à média registrada nos cinco anos anteriores. Enquanto isso, milhões de pessoas seguem enfrentando pobreza, insegurança alimentar e dificuldades de acesso a serviços básicos.
A organização atribui o cenário a políticas econômicas que favorecem a concentração de renda, como redução de impostos para grandes patrimônios, flexibilização de regulações e menor tributação sobre grandes empresas. Para a entidade, o crescimento das fortunas não decorre apenas de fatores de mercado, mas também de decisões políticas que ampliam as vantagens dos grupos mais ricos.
O relatório também alerta para a estagnação no combate à pobreza em diversas regiões do planeta. A entidade aponta que cortes em programas de assistência e ajuda humanitária podem agravar a situação social nos próximos anos, especialmente em países mais vulneráveis.
Na América Latina, o Brasil aparece como o país com o maior número de bilionários da região. De acordo com a Oxfam, 66 brasileiros concentram cerca de US$ 253 bilhões em patrimônio. A organização defende a ampliação da tributação sobre grandes fortunas, heranças e dividendos como forma de reduzir as desigualdades.
Outro ponto destacado pelo estudo é a influência crescente dos super-ricos sobre decisões políticas e econômicas. A entidade argumenta que a concentração de riqueza tem ampliado o poder de grupos restritos sobre governos, meios de comunicação e espaços de formulação de políticas públicas.
Diante desse cenário, a Oxfam propõe medidas como tributação mais efetiva dos grandes patrimônios, fortalecimento dos serviços públicos, combate a monopólios econômicos e ampliação de mecanismos de proteção social. Para a organização, enfrentar a desigualdade é fundamental para preservar a democracia e promover desenvolvimento econômico mais equilibrado.






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