O Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (IPREV) aplicou R$ 117,9 milhões do patrimônio previdenciário municipal em letras financeiras do Banco Master, posteriormente liquidadas pelo Banco Central e classificadas no mercado como “letras podres”, durante a gestão do então diretor-presidente Ronnie Reyner Teixeira Mota.
Em simulação atuarial baseada em parâmetros utilizados por regimes próprios de previdência — com IPCA de 5,10% ao ano e juros reais de 4,5% ao ano —, o valor aplicado poderia alcançar aproximadamente R$ 3,1 bilhões em um horizonte de 35 anos, ampliando de forma expressiva o impacto potencial sobre o fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores municipais.
A operação agora é objeto de questionamentos após a liquidação do Banco Master, levantando dúvidas sobre a segurança, a governança e o nível de risco assumido na gestão de recursos destinados à aposentadoria de servidores públicos.
O ex-prefeito João Henrique Caldas (JHC) mantém-se em silêncio diante do caso, que ganhou repercussão nacional e envolve a aplicação em letras financeiras do Banco Master, realizada na gestão de Ronnie Reyner Teixeira Mota, sem indícios, até o momento, de sua participação direta no episódio.
Enquanto isso, sindicatos que representam os servidores municipais têm protestado pela falta de esclarecimentos. Nesta quinta-feira (18), entidades sindicais estiveram na Polícia Federal em Maceió e formalizaram pedido de investigação sobre o caso.






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