O Brasil iniciou os preparativos para sediar, entre os dias 7 e 9 de abril de 2027, a Conferência da Década do Oceano, principal encontro mundial voltado à ciência oceânica e ao desenvolvimento sustentável. O evento será realizado no Rio de Janeiro e reunirá pesquisadores, gestores públicos e representantes de organizações internacionais para discutir soluções voltadas à preservação dos oceanos.
Organizada pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Prefeitura do Rio de Janeiro, a conferência integra a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030) e servirá como etapa preparatória para a Conferência da ONU sobre os Oceanos de 2028.
Durante coletiva de imprensa, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, afirmou que a escolha do Brasil reflete o reconhecimento internacional da produção científica nacional na área. “Essa oportunidade de nós sediarmos o evento da Década dos Oceanos não é gratuita. Foi graças ao destaque que o Brasil conquistou em pesquisa e desenvolvimento nas áreas oceânicas”, afirmou.
Segundo ela, o país se destaca pela extensão do litoral e pela diversidade de estudos desenvolvidos em oceanografia. “O Brasil realmente é uma referência nesse tema”, disse.
Latgé ressaltou, no entanto, que a pesquisa oceânica é construída de forma colaborativa entre diversos países. “O Brasil não é um mero espectador. É um país que contribui com ciência de alto nível para o conhecimento oceanográfico”, declarou.
O diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro, destacou a participação de pesquisadores brasileiros na elaboração das oito soluções temáticas que orientarão a nova fase da Década do Oceano, entre eles o professor Ronaldo Christofoletti, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A programação da conferência será ampliada com atividades entre os dias 5 e 9 de abril de 2027 em diferentes espaços da cidade do Rio de Janeiro. Até lá, o governo federal promoverá workshops e diálogos regionais para elaborar planos de ação voltados à conservação dos oceanos, enfrentamento das mudanças climáticas, combate à poluição e preservação da biodiversidade marinha.
Ao encerrar a coletiva, Andrea Latgé destacou a importância do tema. “Nós precisamos de um oceano saudável para termos saúde”, afirmou.





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