A família do advogado, jornalista e militante comunista Jayme Amorim de Miranda promove, nesta sexta-feira (17), um encontro cultural em homenagem ao centenário de nascimento do alagoano e à memória das vítimas da ditadura militar brasileira. A programação será realizada às 20h, no Bar Zeppelin, no Centro de Maceió, reunindo música e poesia.
Jayme Miranda completaria 100 anos neste sábado (18). Nascido em Maceió, em 1926, ele se tornou uma das principais lideranças do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em Alagoas e teve uma trajetória marcada pela militância política, pela atuação como advogado e jornalista e pela resistência ao regime militar instaurado em 1964.
Durante a carreira, dirigiu o jornal Voz do Povo, voltado à defesa das pautas dos trabalhadores, e ganhou destaque dentro do PCB, chegando a ser apontado como um dos nomes cotados para suceder Luís Carlos Prestes na liderança nacional do partido.
Após o golpe militar, foi preso, teve o jornal fechado e incendiado e passou a viver na clandestinidade com a família. Em fevereiro de 1975, durante uma operação contra dirigentes do PCB, foi preso novamente. Segundo relatos da família e pesquisas sobre o período, Jayme foi levado para um centro clandestino de repressão, onde foi torturado e morto. Seus restos mortais nunca foram encontrados.
A trajetória do militante também será retratada em um documentário atualmente em produção, com lançamento previsto para dezembro, no Cine Arte Pajuçara.
Serviço
Homenagem ao centenário de Jayme Miranda
- Data: Sexta-feira, 17 de julho
- Horário: 20h
- Local: Bar Zeppelin, Centro de Maceió
- Programação: Música e poesia em homenagem ao centenário de Jayme Miranda e às vítimas da ditadura militar brasileira.





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