O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender e anular um procedimento investigatório conduzido pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados a partir de uma representação do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
A disputa teve início após Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) encaminharem uma notícia-crime às autoridades contra Alfredo Gaspar, com acusações relacionadas a um suposto caso de estupro de vulnerável. O deputado alagoano negou as acusações e afirmou que a denúncia fazia referência a um familiar, e não a ele.
Após as acusações, Alfredo Gaspar procurou a Polícia Legislativa da Câmara, na condição de vítima, e pediu a apuração de uma suposta articulação para produzir acusações contra ele. No procedimento, Luiz Antônio Lopes afirmou que Lindbergh Farias teria participado de uma suposta armação. O deputado petista nega as acusações.
Na reclamação apresentada ao STF, Lindbergh Farias afirma que a Polícia Legislativa teria ultrapassado suas atribuições ao conduzir uma apuração de natureza criminal envolvendo um parlamentar, colher depoimentos e requisitar dados telefônicos sem autorização judicial. Segundo a defesa do deputado, investigações envolvendo deputados federais devem ocorrer sob supervisão do Supremo.
Em publicação nas redes sociais, Lindbergh Farias classificou o episódio como uma disputa entre “a verdade e a mentira” e afirmou que está sendo alvo de uma tentativa de desviar o foco das acusações apresentadas contra Alfredo Gaspar. O deputado petista sustenta que o procedimento conduzido pela Polícia Legislativa representa o uso da estrutura institucional da Câmara contra um adversário político.
Lindbergh Farias também questionou a credibilidade de Luiz Antônio Lopes, apontando que a testemunha é filiada ao Partido Liberal (PL), mesma legenda de Alfredo Gaspar. O deputado ainda citou declarações feitas por Lopes nas redes sociais, incluindo manifestações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em uma gravação divulgada anteriormente, Lopes fez uma declaração interpretada como ameaça ao ministro.
A defesa de Lindbergh Farias sustenta que a Polícia Legislativa não teria competência para conduzir uma investigação dessa natureza. Por isso, o deputado recorreu ao Supremo Tribunal Federal por meio de uma reclamação constitucional, na qual pede a suspensão do procedimento, a declaração de nulidade dos atos realizados e o encaminhamento do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise das irregularidades.






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