Maceió será palco, a partir desta quarta-feira (12), de um dos principais encontros nacionais voltados ao debate sobre os rumos do Sistema Único de Saúde (SUS). A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) recebe até sábado (15) o 11º Seminário Nacional e 2º Seminário Internacional da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde.
Com o tema “A privatização da saúde e as ameaças ao sistema público e estatal: resistências à mercantilização e a defesa do SUS”, o evento pretende reunir representantes de diferentes áreas para discutir o avanço de modelos privados na saúde e seus impactos sobre o atendimento público e universal.
A programação reúne pesquisadores, trabalhadores da saúde, estudantes, movimentos sociais e representantes de universidades brasileiras e estrangeiras. Entre os convidados estão o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Amarante; o pesquisador Paulo Henrique de Almeida Rodrigues, do Instituto de Medicina Social da UERJ; a médica e ativista boliviana Nila Heredia; a historiadora Virgínia Fontes, da Universidade Federal Fluminense (UFF); o médico argentino Mario Rovere, da Universidade de Buenos Aires; e o professor Gianni Fresu, da Universidade de Cagliari, na Itália.
Também participam das atividades representantes da Ufal e de entidades como MST, MTST, CFESS, ANDES-SN, Conselho Nacional de Saúde e movimentos ligados à defesa da saúde pública.
Privatização, financiamento e saúde mental
As discussões começam na manhã desta quarta-feira, com apresentações de trabalhos científicos sobre política de saúde, determinação social da saúde, reforma sanitária, privatização, financiamento e orçamento público, controle social e educação popular.
À tarde, as mesas vão abordar os 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, além de temas relacionados ao complexo médico-industrial e financeiro da saúde, emergência climática, crimes ambientais e soberania sanitária e digital.
A abertura oficial está prevista para a noite, no Auditório da Reitoria da Ufal, com manifestações políticas, apresentação cultural e solenidade organizada pela Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde e entidades apoiadoras.
Na quinta-feira (13), o seminário terá debates sobre imperialismo, neoliberalismo, autoritarismo e manipulação digital. No período da tarde, a programação será dedicada à discussão sobre a transformação da saúde em mercadoria e os projetos em disputa no setor.
O evento também terá uma reunião organizativa da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde e dos Fóruns de Saúde.
Na sexta-feira (14), os debates estarão concentrados em questões como financiamento do setor público, condições de trabalho na saúde e participação de entidades privadas na gestão e execução de políticas públicas.
À noite, o seminário discutirá a Reforma Psiquiátrica, a expansão da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e as comunidades terapêuticas, em uma mesa que terá Paulo Amarante entre os expositores.
O encerramento ocorre no sábado (15), com atividades em grupo para atualização do documento orientador da Frente e, à tarde, a plenária final.
Integração internacional
Além de reunir participantes de diferentes estados brasileiros, o encontro amplia o debate para experiências de outros países latino-americanos e da Europa. A presença de pesquisadores e representantes estrangeiros pretende aproximar iniciativas de resistência à mercantilização da saúde e discutir estratégias de defesa do acesso universal aos serviços públicos.
A organização afirma que o seminário busca fortalecer a articulação entre universidades, trabalhadores e movimentos sociais em torno da defesa de um sistema de saúde público, estatal e universal.
Serviço
Evento: 11º Seminário Nacional e 2º Seminário Internacional da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde
Data: 12 a 15 de agosto de 2026
Local: Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Campus Maceió
Entrada: gratuita
Inscrições: https://www.even3.com.br/11-seminario-nacional-e-2-seminario-internacional-da-frente-nacional-contra-a-privatizacao-da-saude-742976/






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