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Corrupção seletiva: quando a extrema-direita se aliou a um condenado

por | 26 abr, 2025

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Foto: Portal Leonardo Dias

Nas eleições de 2022, Fernando Collor de Mello foi candidato ao governo de Alagoas pelo PTB, em coligação com o PL. A coligação foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o nome de “Alagoas Verde e Amarelo”. O candidato a vice foi o vereador de extrema-direita Leonardo Dias (PL), alinhado ao bolsonarismo raiz.

Embora Collor já fosse réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele recebeu o apoio de Leonardo Dias durante sua candidatura. O ex-presidente estava sendo processado por sua participação em um esquema envolvendo a BR Distribuidora, revelado pela Operação Lava Jato, o que, em 2023, resultaria em sua condenação a 8 anos e 10 meses de prisão em regime fechado.

Além de Leonardo Dias, a candidatura de Collor contou com o apoio de outras figuras do PL, como o deputado estadual Cabo Bebeto.

Na quinta-feira, 24, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão imediata de Fernando Collor, que foi detido em Maceió na madrugada dessa sexta-feira (25). Até o momento, Leonardo Dias e Cabo Bebeto não se manifestaram publicamente sobre o caso.

Essa postura de Leonardo Dias e Cabo Bebeto coloca em evidência a seletividade no combate à corrupção, uma vez que Collor foi condenado por crimes contra o erário, enquanto Bolsonaro, também apoiado por Dias e Bebeto, é réu em vários processos, inclusive, por corrupção.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um dos herdeiros do bolsonarismo, também entrou na onda e, na campanha eleitoral, deixou um recado para os aliados alagoanos. Veja:

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