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Dos livros que li

por | 6 out, 2022

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‘A casa dos espíritos’ (Isabel Allende)

Algumas vezes costumo comprar livros pela quantidade de edições dos mesmos. ‘A casa dos espíritos'(foto)está na 48ª edição e foi o livro de estreia de Isabel Allende. E que estreia dessa bela autora.

Eu diria que este livro tem uma profusão de personagens e acontecimentos de tirar o fôlego do leitor, ao ponto de seus 14 longos capítulos, divididos em 446 páginas, passarem com uma rapidez de sorvedouro de páginas, o que torna a leitura incansável e atraente como um imã.

Além disso, os acontecimentos estão situados em um país latino-americano indeterminado, o que, por si só, já é interessante, até pelas características idiossincráticas do nosso continente, onde possíveis comparações, por exemplo, com os tempos obscuros do golpe militar brasileiro são inevitáveis e semelhantes.

Isabel Allende nasceu no Peru, mas viveu no Chile e na Venezuela. Dessas culturas forjou seu rico caldeirão de imaginação criativa, onde a casa (são duas) habita os personagens e os espíritos conduzem a trama dos vivos que, por sua vez, tornam-se espíritos e habitam a casa.

O que mais me atrai na verve criativa da autora é o fato de, apesar da profusão de fortes personagens, cada um tem o seu protagonismo real e importante para o absoluto êxito da trama, onde indicações propositais de futuros acontecimentos não revelam os caminhos que serão traçados.

São spoilers inteligentes, sem a mediocridade dos tempos atuais.

No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA!

 

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