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Mulheres acima dos 45 anos lideram consumo de cannabis medicinal importada no Brasil

por | 28 maio, 2026

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Mulheres mais velhas e economicamente ativas representam a maior parcela de consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil. É o que aponta um levantamento inédito divulgado pela Blis Data em alusão ao Mês das Mães, traçando o perfil das brasileiras com filhos que utilizam medicamentos à base de cannabis mediante prescrição médica.

De acordo com a pesquisa, mulheres entre 55 e 64 anos concentram a maior participação entre as pacientes, representando 28,2% do total. Em seguida aparecem aquelas com idade entre 45 e 54 anos, que correspondem a 27,2%. Somados, os dois grupos reúnem mais da metade das consumidoras no país.

As mulheres entre 35 e 44 anos ocupam a terceira posição, com 18,7%. Já o público acima dos 65 anos corresponde a 16,3%, enquanto pacientes de 18 a 34 anos representam a menor parcela, com 9,6%.

O estudo também revela características do perfil socioeconômico das usuárias. Cerca de 79,9% das participantes afirmaram estar empregadas, enquanto 75,1% disseram praticar atividades físicas regularmente. Regionalmente, a maior concentração de pacientes está no Sudeste, que reúne 61,6% do total, seguido pela região Sul, com 19,7%.

A pesquisa foi realizada com 7.092 mulheres com filhos, selecionadas a partir de uma base de 70 mil pacientes em tratamento com medicamentos canábicos prescritos por médicos.

Entre os principais motivos que levam à busca pelo tratamento estão distúrbios do sono, responsáveis por 28,9% dos casos, e dores crônicas, com 16,3%. Problemas relacionados à saúde mental também aparecem entre as principais demandas, com transtornos de ansiedade representando 14,9% e depressão somando 9,2%.

Outras condições citadas incluem fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

O levantamento ainda mostrou que sete em cada dez mães utilizam a cannabis medicinal em conjunto com medicamentos convencionais. Além disso, metade das participantes informou nunca ter feito uso da planta antes de iniciar o tratamento indicado por profissionais de saúde.

Os dados completos da pesquisa estão disponíveis para consulta no site especial da Blis Data.

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