A Polícia Penal de Alagoas deflagrou nesta quinta-feira (7) a Operação Muralha de Aço, que resultou na transferência de 175 reeducandos de unidades prisionais de Maceió para o Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano. Os custodiados foram identificados como integrantes e apoiadores de facções criminosas, e a medida teve como objetivo conter o avanço dessas organizações dentro e fora dos presídios.
A operação foi determinada judicialmente e planejada com base em um trabalho de inteligência da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), visando garantir a ordem e a disciplina no sistema prisional alagoano.
Inicialmente, 90 presos foram transferidos em comboio composto por três ônibus, sete viaturas e 70 policiais penais. A ação foi liderada pelo Comando de Operações Penitenciárias (COP), com execução do Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (Gerit).
A operação ocorreu sem intercorrências e com total êxito. Além das transferências para o interior, também houve movimentações reversas: presos do Presídio do Agreste foram levados para unidades de Maceió, otimizando o gerenciamento interno.
O secretário de Ressocialização, Diogo Teixeira, destacou que ações como essa reforçam a segurança pública estadual, ao combater o poder das facções. “Contamos com a expertise da Polícia Penal para manter a disciplina nos presídios”, afirmou.
Já o secretário-executivo de gestão penitenciária, Carlos Voss, explicou que os reeducandos transferidos vinham tentando desestabilizar o sistema prisional. “Com organização e firmeza, impedimos esse avanço e protegemos a sociedade”, declarou.
A Operação Muralha de Aço integra uma estratégia contínua da Seris para manter o controle e evitar a consolidação de grupos criminosos nas penitenciárias alagoanas.






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