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Comitê Memória e Verdade manifesta solidariedade ao povo Xukuru-Kariri

por | 13 out, 2025

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Foto: Divulgação

O Comitê Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia de Alagoas (CMVJRD/AL) divulgou, no sábado (11), uma nota pública em solidariedade ao povo indígena Xukuru-Kariri, de Palmeira dos Índios (AL), que enfrenta novas ameaças e tentativas de deslegitimação de seu processo de demarcação territorial.

Na nota, o Comitê expressa apoio às lideranças indígenas e repúdio a qualquer ato de violência ou intimidação contra os povos originários em Alagoas. O texto ressalta que o projeto democrático inscrito na Constituição Federal de 1988 inclui o reconhecimento e a proteção das terras indígenas como parte essencial da construção de uma sociedade plural e justa.

“Reafirmamos o respeito à demarcação e posse definitiva do território Xukuru-Kariri, existindo diversos estudos acadêmicos e laudos antropológicos que legitimam o processo demarcatório”, destaca o documento.

O Comitê também alerta as autoridades públicas sobre denúncias de ameaças, disseminação de desinformação e tentativas de inflamar a população local contra a comunidade indígena. Diante desse cenário, cobra providências imediatas da Secretaria de Segurança Pública, da Secretaria de Direitos Humanos e do Ministério Público para garantir a integridade física e territorial do povo Xukuru-Kariri.

A presença dos Xukuru-Kariri em Palmeira dos Índios é uma das mais antigas do estado. Sua luta pela demarcação das terras tem base em laudos antropológicos reconhecidos pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e por pesquisas acadêmicas de universidades públicas, que comprovam a ocupação tradicional e a continuidade histórica da comunidade no território.

Nas últimas décadas, os Xukuru-Kariri têm enfrentado pressões de fazendeiros, especuladores e interesses políticos locais, o que torna a mobilização social e institucional fundamental para evitar retrocessos. O Comitê de Memória e Verdade, formado por representantes de entidades civis, pesquisadores, defensores de direitos humanos e movimentos sociais, reafirma o compromisso com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da memória histórica dos povos originários de Alagoas.

“Repudiamos qualquer ameaça ou ato de violência contra os povos originários. A construção de uma sociedade democrática passa necessariamente pela justiça territorial e pelo respeito à diversidade”, conclui a nota assinada pela Coordenação do Comitê.

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