
Foto: Cortesia
Familiares do policial civil Demerval Ricardo, morto em janeiro de 2020, foram atendidos pelo Centro de Atenção e Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CAV) em reunião realizada na última terça-feira (3), no Fórum de Maceió. O encontro teve como foco o acolhimento e a orientação sobre os direitos das chamadas vítimas indiretas.
A iniciativa foi conduzida pelo juiz Sandro Augusto dos Santos, coordenador do CAV, e por Pedro Montenegro, coordenador de Direitos Humanos do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Durante a reunião, os familiares receberam informações sobre acesso ao processo judicial, assistência jurídica e acompanhamento psicológico e social.
Demerval tinha 53 anos e era lotado na Delegacia de Coruripe. Ele foi assassinado dentro de casa, no povoado Lagoa Rendada, nas proximidades do município de Piaçabuçu.
Segundo o juiz Sandro Augusto, muitas famílias procuram o Judiciário em busca de esclarecimentos sobre o andamento das ações penais. “As pessoas buscam essencialmente a justiça. Eles vieram aqui com esse sentimento, querendo compreender como o mecanismo da justiça funciona, quais são os seus passos e o que está faltando para ter uma decisão”, afirmou.
O magistrado ressaltou que o desconhecimento sobre direitos básicos ainda é comum. “Às vezes as vítimas não sabem que têm direito a uma senha de acesso ao processo, para que possam contar com auxílio jurídico ou da Defensoria Pública”, explicou. Ele destacou ainda que o acolhimento humanizado é parte essencial do atendimento. “Somente o fato de se sentirem acolhidas já é um passo importante”, pontuou.
O filho do policial, Crysthophane Jordan, relatou as dificuldades enfrentadas pela família ao longo dos últimos seis anos. “Depois de seis anos sem nenhuma resposta, hoje nós temos o apoio do Centro e da Defensoria Pública”, declarou. Ele definiu o pai como “o esteio da casa” e reforçou a expectativa por uma decisão judicial. “Eu ainda acredito na justiça brasileira. O que nossa família apela é por justiça.”
Em funcionamento desde 2023, o CAV atua no âmbito do TJAL com base na Constituição Federal, em normativas do Conselho Nacional de Justiça e em diretrizes internacionais da Organização das Nações Unidas, oferecendo atendimento multidisciplinar a vítimas diretas e indiretas de crimes.





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