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Governador oficializa incentivos a 19 empresas e projeta ciclo de R$ 750 milhões em novos investimentos

por | 26 fev, 2026

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Foto: Agência Alagoas

O governador Paulo Dantas formalizou, nesta quarta-feira (25), a concessão de incentivos fiscais e locacionais a 19 empresas por meio do Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin). A medida deve impulsionar mais de R$ 750 milhões em investimentos privados, distribuídos entre os setores de hotelaria, indústria de transformação, alimentos, mineração e construção civil.

De acordo com o governo, os projetos contemplados têm potencial para gerar 1.903 empregos diretos e 3.547 indiretos, somando 5.497 novas oportunidades no estado. As empresas estão instaladas em Maceió, Arapiraca, Marechal Deodoro, Maragogi, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras, Rio Largo e União dos Palmares.

Durante a solenidade, Paulo Dantas afirmou que o objetivo é consolidar um ambiente competitivo e seguro para quem decide investir em Alagoas. Segundo ele, a política de incentivos fortalece a economia local ao reduzir a carga tributária e ampliar a previsibilidade para o setor produtivo.

O empresário Manuel Orestes, sócio-administrador da Corr Plastik Tech, destacou que a política de incentivos funciona como motor para a ampliação das atividades industriais. Ele ressaltou que a empresa já atua no estado há 17 anos e vê nos benefícios concedidos um estímulo decisivo para expandir a produção.

Energia limpa no centro da estratégia

Além do pacote de incentivos, o governo assinou o contrato para elaboração do novo Atlas Solar e Eólico de Alagoas, estudo técnico que vai orientar a implantação de projetos de energia renovável no território alagoano. A versão anterior do levantamento foi publicada em 2008, e a atualização era considerada estratégica pelo setor produtivo.

Atualmente, mais de 80% da produção primária de energia em Alagoas tem origem em fontes limpas, percentual superior à média nacional. O novo atlas será coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com o objetivo de mapear áreas com maior potencial para geração solar e eólica.

Para a secretária Alice Beltrão, o estudo representa uma virada estratégica, ao oferecer base técnica para atrair investidores e ampliar a presença de Alagoas no mercado de energias renováveis. Já o presidente da Fiea, José Carlos Lyra, afirmou que a ausência de um mapeamento detalhado dos ventos limitava a competitividade do estado frente a outras regiões do país.

Com o novo levantamento, o governo avalia que Alagoas passa a disputar em melhores condições os leilões de energia e a acessar linhas de financiamento de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Banco do Nordeste do Brasil, reforçando a estratégia de crescimento sustentável.

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