
Assessoria
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), uma operação de busca e apreensão em Maceió para aprofundar investigações sobre possíveis desvios de conduta funcional e a prática de crimes por agentes de segurança pública.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e resultou na prisão em flagrante de um policial militar. Na residência dele, foram apreendidos maconha, crack, pinos e porções de cocaína, além de uma balança de precisão e R$ 7.784,00 em espécie, mais moedas. O militar é suspeito de tráfico de drogas.
Autorizada pela 17ª Vara Criminal da Capital, especializada no combate às organizações criminosas, a operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e funcionais ligados a investigados, incluindo agentes públicos e particulares.
Segundo o MPAL, a investigação busca esclarecer possíveis irregularidades em intervenções policiais recentes, com indícios de manipulação de ocorrências e exigências indevidas durante abordagens em estabelecimentos comerciais e residências. As condutas apuradas podem, em tese, configurar crimes como abuso de autoridade, corrupção e extorsão qualificada.
Todo o material recolhido será submetido à análise técnica do Ministério Público, que vai avaliar as provas para eventual responsabilização penal e administrativa dos envolvidos.
A operação contou com apoio de órgãos de segurança pública e foi acompanhada por promotores do GAECO para garantir o cumprimento das decisões judiciais e a preservação das provas.
“Este trabalho visa garantir a legalidade da atividade policial, coibir desvios de poder e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições, que devem estar estritamente vinculadas aos princípios da legalidade, moralidade e interesse coletivo”, afirmou o coordenador do GAECO, promotor de Justiça Napoleão Amaral.
Por se tratar de investigação em andamento, outras informações permanecem sob sigilo.
O GAECO é o núcleo especializado do Ministério Público no combate ao crime organizado e atua de forma integrada para desarticular esquemas que causam prejuízos à administração pública e à sociedade. Em Alagoas, o grupo é formado pelos promotores Napoleão Amaral, Hamílton Carneiro, Jorge Bezerra, Elísio Maia, Ilda Regina e Martha Bueno, que participaram da operação.





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