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Outubro Rosa reforça a importância do rastreamento do câncer de mama para a população trans

por | 25 out, 2025

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Reprodução

Durante o Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama, especialistas destacam a importância de incluir a população trans nas ações de saúde. A ampliação do cuidado reafirma o compromisso com a equidade e a justiça social, princípios garantidos pela Constituição Federal e pela Lei Orgânica da Saúde do SUS.

Um estudo realizado em 2023 em uma unidade de saúde de Maceió, intitulado “Assistência prestada na consulta de enfermagem gineco-obstétrica aos homens transexuais na Atenção Primária à Saúde”, revelou que homens trans ainda enfrentam barreiras significativas no acesso ao cuidado gineco-obstétrico. O levantamento reforça a necessidade de campanhas e serviços que reconheçam esse público como sujeito de cuidado e garantam atendimento inclusivo e humanizado.

Segundo a professora Vívian Barbosa, do curso de Enfermagem da UNINASSAU Maceió, as campanhas de saúde ainda são marcadas pela falta de representatividade. “A ausência de visibilidade contribui para o apagamento das demandas dessa população. Incluir corpos fora da norma cisgênero nas ações públicas estimula o autocuidado e fortalece o acesso a serviços mais acolhedores e igualitários”, afirmou.

A periodicidade dos exames de mama para pessoas trans deve levar em conta o uso de hormônios, cirurgias e histórico familiar. O Colégio Americano de Radiologia (ACR) recomenda mamografia anual para mulheres trans com mais de 40 anos e uso de estrogênio por cinco anos ou mais. Já para homens trans, a orientação depende da realização da mastectomia e de fatores genéticos: indivíduos com alto risco devem iniciar exames aos 25 anos, e os de risco médio, aos 40.

Entretanto, outros estudos indicam que o acompanhamento clínico deve continuar mesmo após a cirurgia. “A mastectomia reduz, mas não elimina o risco. É importante manter o exame clínico anual e o autoexame, que ajuda a conhecer o próprio corpo, apesar de não diagnosticar a doença”, destacou Vívian Barbosa.

A docente também alerta que o público trans ainda enfrenta situações de desrespeito nos serviços de saúde, como o uso incorreto de pronomes e o não reconhecimento do nome social. “Isso causa frustração e até violência verbal, afastando quem mais precisa de cuidado. Capacitar profissionais para lidar com identidades trans com respeito e empatia faz toda a diferença”, concluiu.

*Com informações da Assessoria UNINASSAU Maceió

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