O Pacto pela Água será apresentado na próxima segunda-feira (14), às 8h, em Maceió, com uma proposta de segurança hídrica voltada ao enfrentamento da seca, das enchentes e ao aproveitamento dos recursos hídricos de Alagoas.
O encontro será realizado durante um café da manhã no restaurante Filé do Zezé, na Jatiúca, e reunirá representantes da classe política, imprensa e especialistas.
A iniciativa tem como base um estudo técnico elaborado pelo professor doutor Arnóbio Cavalcanti, pelo engenheiro Alex Gama, criador do Prohidro, e pelo pesquisador sênior da Embrapa Antônio Santiago.
Entre as medidas apresentadas estão a implantação de barragens subterrâneas, estruturas para armazenamento de água e barragens destinadas à contenção de enchentes.
A proposta prevê a utilização de diferentes soluções de engenharia de acordo com as características de cada região do Estado.
Segundo as estimativas dos especialistas responsáveis pelo estudo, a execução do plano poderia gerar cerca de 17 mil empregos diretos e movimentar aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano na economia alagoana.
O encontro terá caráter suprapartidário e deverá reunir representantes de diferentes partidos e correntes políticas. A intenção é ampliar a discussão sobre uma política permanente de segurança hídrica para Alagoas.
Idealizador do Movimento Barragens Já, o jornalista Wadson Régis afirma que a proposta busca retirar o tema da disputa partidária e transformá-lo em uma agenda de Estado.
“Água não tem partido. O que estamos propondo é que todas as forças políticas de Alagoas conheçam o estudo, discutam os números e compreendam que existe um caminho técnico para enfrentar, ao mesmo tempo, os efeitos da seca e das enchentes”, afirmou.
Segundo Régis, o evento não tem relação com lançamento de candidatura ou articulação eleitoral. A proposta é discutir medidas capazes de transformar os recursos hídricos em geração de produção, emprego e renda.
O Pacto pela Água também pretende envolver poder público, produtores, iniciativa privada, especialistas e sociedade civil na construção de uma estratégia de longo prazo.
Para os organizadores, o planejamento hídrico não deve ser acionado apenas durante períodos de estiagem ou após enchentes, mas fazer parte de uma política permanente de desenvolvimento.
“O desafio é criar infraestrutura capaz de armazenar, distribuir e controlar os excessos de água, transformando um problema histórico em uma oportunidade de desenvolvimento econômico e social”, defende a iniciativa.
A expectativa é que a apresentação estimule o debate entre representantes dos municípios, do Governo de Alagoas e da bancada federal sobre investimentos e soluções para a segurança hídrica.
O engenheiro Alex Gama resume a proposta: “A água não pode ser desculpa para os problemas em Alagoas, porque temos água, soluções de cheias, secas e segurança hídrica.”





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