
Foto: Agência Alagoas
O número de prisões por embriaguez ao volante segue em alta em Alagoas em 2026. Levantamento da Polícia Militar de Alagoas indica que 143 condutores foram presos entre janeiro e 19 de março, confirmando a tendência de crescimento já observada nos últimos anos.
A média mensal chegou a cerca de 55 prisões, acima das 46 registradas em 2025 — um aumento de aproximadamente 20% no ritmo das ocorrências. No ano passado, o estado já havia registrado alta de 14% nas capturas, passando de 486, em 2024, para 553.
A capital Maceió concentra o maior volume de casos: foram 71 prisões no período analisado. Municípios do interior como Palmeira dos Índios, Arapiraca, União dos Palmares e Delmiro Gouveia também aparecem com registros relevantes, indicando a interiorização das fiscalizações.

Foto: Agência Alagoas
Segundo o comandante-geral da PM-AL, coronel Paulo Amorim, o aumento reflete o reforço das ações de trânsito. “Maceió concentra grande fluxo de veículos, o que exige ações permanentes para coibir a embriaguez ao volante. No interior, esse trabalho vem sendo ampliado, fortalecendo nossa presença operacional e a prevenção de acidentes”, afirmou.
As operações têm revelado um cenário mais amplo de irregularidades. Em 2025, foram lavrados 78.770 autos de infração — alta de 22% em relação ao ano anterior — além da remoção de 5.170 veículos, média de 14 por dia.
Para o comandante do Batalhão de Polícia Rodoviário (BPRv), tenente-coronel Thalvannes Ramos, o aumento das prisões está ligado à atuação contínua das equipes. “Atuamos diariamente com rigor técnico nas abordagens, buscando reduzir acidentes, preservar vidas e transmitir sensação de segurança à sociedade alagoana”, disse.
As fiscalizações se concentram principalmente aos fins de semana e no período noturno, quando há maior circulação em áreas de lazer. Em 2025, sábados e domingos responderam por cerca de 59% das prisões.
A legislação considera crime quando o teste do bafômetro aponta índice igual ou superior a 0,34 mg/L de álcool por litro de ar expelido. Nesses casos, o condutor pode ser preso em flagrante, com pena de seis meses a três anos de detenção, além de multa e suspensão da CNH.
Mesmo assim, cresce o número de motoristas que se recusam a fazer o teste. Foram 282 recusas em 2025, alta de 23%. De acordo com o comandante do Batalhão de Trânsito, tenente-coronel Harlen Lopes, a negativa não impede a responsabilização. “A recusa ao bafômetro é um direito do cidadão, porém, diante de indícios visíveis, o condutor é encaminhado à delegacia para as medidas cabíveis”, explicou.
Um dos casos recentes ocorreu em 17 de março, no bairro Cidade Universitária, em Maceió. Um motorista de 30 anos colidiu com um muro e alegou falha mecânica, mas apresentava sinais de embriaguez. Ele se recusou ao teste e acabou preso após constatação dos policiais.
Os dados reforçam que a embriaguez ao volante segue como um dos principais desafios da segurança viária em Alagoas, inserida em um contexto mais amplo de infrações e riscos no trânsito.





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