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Projeto de crochê em escola pública transforma rotina de estudantes e gera renda em Palmeira dos Índios

por | 9 maio, 2026

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Estudantes do ensino médio da Escola Estadual Almeida Cavalcanti, em Palmeira dos Índios, apresentaram no Centro de Inovação de Jaraguá os resultados do projeto “Clube do Crochê”, desenvolvido com apoio do Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr). A iniciativa une artesanato, empreendedorismo e saúde emocional, mostrando como a pesquisa escolar pode dialogar com a cultura local e criar oportunidades para jovens da rede pública.

O projeto surgiu a partir da observação da professora e coordenadora Josefa Mônica durante as atividades do clube juvenil do ensino médio integral. Segundo ela, o crochê já fazia parte da rotina de algumas estudantes e funcionava como um momento de relaxamento dentro da escola.

“Vendo o interesse delas, escrevi o projeto no Pibic Jr com a intenção de desenvolver, além das competências socioemocionais, o empreendedorismo na escola. E deu certo”, afirmou a coordenadora.

Ao todo, 12 alunas participaram da iniciativa, entre bolsistas e voluntárias. Além do aprendizado técnico, o grupo passou a enxergar o artesanato como uma atividade ligada à concentração, disciplina e criatividade.

Agência Alagoas

Para a estudante Samara Victória, o projeto trouxe impactos diretos na rotina de estudos e no bem-estar emocional. “Participar do clube me ajudou muito no desenvolvimento da concentração. Cada ponto me ensinou que grandes resultados levam tempo e que errar faz parte do processo de criação”, destacou.

Ela também afirma que a prática ajudou no desempenho escolar. “O crochê me deixa mais calma, focada para aprender coisas novas. Tornou-se um espaço de tranquilidade em meio à rotina corrida dos estudos”, completou.

Com o avanço das atividades, o “Clube do Crochê” passou a trabalhar também noções de empreendedorismo e marketing digital. As peças produzidas pelas estudantes começaram a ser comercializadas dentro e fora de Palmeira dos Índios, além de serem expostas em eventos como o Sigma Festival.

A iniciativa também despertou o interesse da plataforma de comércio eletrônico Shopee. Recentemente, as participantes receberam formação do programa Alagoas Feita à Mão para inserção de produtos artesanais no mercado digital e conquistaram a carteira de artesã.

Para Josefa Mônica, a experiência abriu novas perspectivas para as jovens. “Foi gratificante abrir as portas por meio do PIBIC Jr para que elas aprendessem outra forma de geração de renda alinhada à escola”, comemorou.

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